O pedido ocorre em meio a uma grave crise interna no Irã. O país enfrenta colapso econômico, escassez de energia e até falta de água
As Forças Armadas dos Estados Unidos pediram mais tempo ao presidente Donald Trump para avaliar um possível ataque ao Irã, em meio à escalada da crise política e social no país. Protestos contra o regime dos aiatolás já deixaram centenas de mortos, enquanto Washington sinaliza que pode reagir caso a repressão aos manifestantes se intensifique.

Foto: Divulgação
As Forças Armadas dos Estados Unidos solicitaram mais tempo ao presidente Donald Trump para avaliar um possível ataque militar contra o Irã. Segundo informações divulgadas neste sábado (12), os militares pediram prazo adicional para analisar alvos estratégicos, possíveis reações do regime iraniano e os impactos geopolíticos de uma eventual ofensiva.
O pedido ocorre em meio a uma grave crise interna no Irã. O país enfrenta colapso econômico, escassez de energia e até falta de água, cenário que impulsionou protestos populares contra a ditadura dos aiatolás. As manifestações, que já duram cerca de duas semanas, resultaram em mais de 500 mortes confirmadas, embora fontes independentes apontem que o número real de vítimas possa ser ainda maior.
Regime irá reagir com rigor
O líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, declarou publicamente que apoia manifestações pacíficas, mas afirmou que o regime irá reagir com rigor contra o que chamou de “arruaceiros”. A declaração aumentou a tensão interna e provocou reação imediata dos Estados Unidos.
Em publicações recentes, Donald Trump afirmou que não ficará inerte caso o governo iraniano intensifique a repressão contra os manifestantes. O presidente norte-americano sinalizou que poderá agir militarmente se houver novos ataques do regime contra civis.
A situação ganhou ainda mais peso após a prisão do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em uma operação liderada pelos Estados Unidos. O episódio teria servido de alerta à cúpula iraniana sobre a disposição de Washington em agir de forma direta contra regimes considerados hostis.
Israel, principal adversário do Irã na região, classificou o momento como histórico e afirmou que o Oriente Médio pode passar por mudanças profundas caso a crise se intensifique.

