Alta de até 1.500% nos trechos Manaus–Parintins volta a gerar críticas, apesar de incentivos fiscais e liberdade tarifária do setor aéreo
Manaus – As passagens aéreas entre Manaus e Parintins para o Festival de Parintins 2026 ultrapassam R$ 9,5 mil, reacendendo críticas sobre preços abusivos e levantando questionamentos sobre concorrência e fiscalização no setor aéreo. Autoridades federais e estaduais têm cobrado explicações da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e do governo federal sobre o aumento expressivo.

Edição: Amazon News / IA
Fora do período do festival, os bilhetes custam entre R$ 300 e R$ 600, mas durante o evento os preços podem superar R$ 5 mil e alcançar valores próximos de R$ 10 mil, representando aumento superior a 1.500%. O fenômeno é recorrente e discutido há anos em encontros sobre aviação regional.
O governo federal reforçou que o setor aéreo brasileiro opera sob regime de liberdade tarifária, previsto na Lei nº 11.182/2005, que permite às companhias definirem preços conforme as condições de mercado. Apesar de incentivos fiscais no Amazonas, como a redução do ICMS sobre querosene de aviação, os preços continuam elevados.
Além do custo elevado, passageiros relatam cancelamentos e atrasos frequentes durante o festival. Em 2024, o aeroporto de Parintins registrou 209 voos entre os dias 24 e 30 de junho, com pelo menos 10 cancelamentos e atrasos significativos.

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Diante do cenário, o deputado federal Amom Mandel (Cidadania-AM) encaminhou questionamentos à ANAC, buscando informações sobre concorrência, operação da rota nos últimos cinco anos e fatores estruturais que justifiquem a alta dos preços.
O Festival de Parintins, realizado anualmente no fim de junho, é um dos maiores eventos culturais do país, reunindo milhares de pessoas no Bumbódromo e movimentando milhões de reais na economia local, especialmente nos setores de turismo, hotelaria, comércio e transporte.

