Navio tailandês atacado no Estreito de Ormuz encalha em ilha iraniana

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Embarcação “Mayuree Naree” havia sido alvejada em 11 de março; não há detalhes sobre seu estado atual nem sobre a operação de remoção

O navio cargueiro tailandês Mayuree Naree, atacado no Estreito de Ormuz no início de março, encalhou em território iraniano, segundo informações divulgadas pela agência Tasnim News Agency.

Foto: Reprodução

De acordo com a publicação, a embarcação ficou presa próxima à vila de Ramchah, localizada na Ilha de Qeshm, área estratégica próxima ao litoral do Irã. Posteriormente, o navio teria sido transferido para a Ilha de Larak, conforme noticiado pela emissora estatal Press TV, sem detalhes adicionais sobre a operação.

O ataque à embarcação ocorreu em 11 de março, quando navegava pela região com 23 tripulantes a bordo. Após o incidente, três pessoas foram dadas como desaparecidas, enquanto os demais 20 tripulantes foram resgatados e retornaram em segurança a Bangkok.

O episódio ocorre em meio à escalada de tensões no Oriente Médio. O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã teria se intensificado após um ataque em 28 de fevereiro que resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã.

Desde então, relatos indicam a ampliação das hostilidades, incluindo ataques iranianos a países da região, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar. Autoridades iranianas afirmam que os alvos são interesses norte-americanos e israelenses nesses territórios.

Dados da Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos apontam mais de 1.750 mortes de civis no Irã desde o início do conflito. Já a Casa Branca reportou ao menos 13 militares americanos mortos em decorrência direta das ofensivas.

O conflito também se estendeu ao Líbano, onde o grupo Hezbollah realizou ataques contra Israel, motivando contraofensivas israelenses.

Após a morte de Ali Khamenei, um conselho iraniano escolheu Mojtaba Khamenei, seu filho, como novo líder supremo. Analistas avaliam que a mudança representa continuidade na política interna do país. O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a decisão, classificando-a como um “grande erro”.

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