Ministério Público do Paraná aponta indícios de omissão de socorro e afirma que jovem agiu com dolo ao abandonar companheiro debilitado durante trilha

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O posicionamento do MP foi apresentado pela 2ª Promotoria de Justiça de Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, mesmo após a Polícia Civil do Paraná decidir pelo arquivamento do inquérito policial, sob o entendimento de que não havia elementos suficientes para caracterização de crime na esfera penal.
Roberto desapareceu no dia 1º de janeiro e permaneceu por cinco dias perdido em área de mata. Durante esse período, percorreu cerca de 20 quilômetros até conseguir chegar a uma fazenda, no dia 5 de janeiro, onde pediu um celular emprestado e entrou em contato com a família para informar que estava vivo.
De acordo com o Ministério Público, Thayane teria deixado o amigo para trás mesmo após constatar que ele se encontrava em situação de vulnerabilidade. O órgão afirma que o jovem apresentava sinais claros de debilidade física, como episódios de vômito e dificuldade de locomoção, além de enfrentar condições climáticas adversas, com chuva e neblina intensa na montanha.
Ainda conforme o MP-PR, a conduta da amazonense demonstra dolo, uma vez que ela tinha plena consciência do risco enfrentado por Roberto. O parecer destaca que, mesmo alertada por outros montanhistas sobre a gravidade da situação, a jovem teria optado por priorizar o próprio bem-estar físico, sem demonstrar intenção de auxiliar nas buscas ou prestar ajuda ao companheiro.
O caso agora segue em análise na esfera cível, onde o Ministério Público busca a responsabilização por meio de indenização, independentemente do arquivamento do inquérito criminal.

