Dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas apontam média de 81 bebês por dia e queda gradual no total de partos desde 2021
Manaus contabilizou 29.730 nascidos vivos em 2025, o que representa uma média de 81 bebês por dia. As informações são da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) e indicam manutenção no perfil das mães, mas redução progressiva no número total de partos ao longo dos últimos cinco anos.

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Do total de registros na capital, 22.393 nascimentos (75,3%) foram de mães que declararam estado civil solteira. O percentual é semelhante ao observado em 2024, quando 23.078 dos 30.944 partos (74,6%) também foram de mulheres solteiras.
Queda nos nascimentos
Os dados mostram tendência de diminuição no volume geral de nascimentos desde 2021. Naquele ano, Manaus registrou 37.046 bebês nascidos vivos. O número caiu para 34.711 em 2022, 33.477 em 2023, 30.944 em 2024 e chegou a 29.730 em 2025.
A retração acompanha o movimento observado em outras capitais brasileiras, associado a fatores econômicos, mudanças sociais e maior acesso ao planejamento familiar.
Perfil dos nascimentos
Em 2025, 15.370 recém-nascidos (51,7%) são do sexo masculino, enquanto 14.355 (48,3%) são do sexo feminino.
Quanto ao tipo de parto, as cesarianas representaram 55,1% dos registros, totalizando 16.380 procedimentos. Já os partos vaginais somaram 13.450 ocorrências (44,9%).
A maioria absoluta dos nascimentos ocorreu em ambiente hospitalar: 29.515 registros (99,3%). Apenas 171 partos (0,6%) aconteceram em domicílio.
No recorte mensal, outubro foi o mês com maior número de registros, com 2.903 nascimentos. Dezembro apresentou o menor volume, com 2.263 bebês.
Acompanhamento pelo SUS
A Secretaria Municipal de Saúde de Manaus informou que o acompanhamento das gestantes na rede pública segue as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS), dentro da linha de cuidado materno-infantil.
Segundo a pasta, a assistência contempla pré-natal, parto e puerpério, independentemente do estado civil da gestante. A secretaria destacou ainda que são avaliadas condições clínicas e sociais que possam impactar a gestação e o cuidado com o recém-nascido. Em situações de maior vulnerabilidade, há intensificação de visitas domiciliares e articulação com a rede de proteção social.
Especialistas avaliam que a redução no número de nascimentos reflete transformações sociais, como maior inserção feminina no mercado de trabalho, ampliação do acesso à informação e métodos contraceptivos, além de mudanças no planejamento reprodutivo.
Os dados da FVS-AM devem servir de base para o planejamento de políticas públicas voltadas à saúde materno-infantil na capital nos próximos anos.

