Dieese aponta aumento de 7,42%, puxado pela carne bovina, com o custo médio da cesta em R$ 675
Manaus – O valor da cesta básica em Manaus liderou a alta entre as 27 capitais, ao subir 7,42% em março, com o custo de R$ 675,56, puxado pelo aumento da carne bovina, que aumentou 5,65%. Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Foto: Divulgação
O aumento do preço da cesta em apenas um mês em Manaus é o dobro da inflação oficial acumulada dos últimos 12 meses, até fevereiro, que ficou em 3,81%, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador de março ainda será divulgado pelo instituto. Nos três primeiros meses do ano, o preço da cesta na capital acumula alta de 8,89%.
De acordo com o Dieese, no acumulado entre dezembro de 2025 e março de 2026, seis produtos registraram alta: tomate (55,12%), carne bovina de primeira (6,56%), feijão carioca (5,87%), pão francês (3,28%), manteiga (2,21%) e farinha de mandioca (2,09%). Já os preços caíram para óleo de soja (-10,79%), café em pó (-7,97%), açúcar cristal (-7,86%), arroz agulhinha (-7,20%), banana (-6,38%) e leite integral (-1,49%).
Como resultado, em março, o trabalhador de Manaus remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.621,00 precisou trabalhar 91 horas e 41 minutos para adquirir a cesta básica. Em fevereiro, esse tempo de trabalho necessário havia sido de 85 horas e 21 minutos.
Se calculado o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o mesmo trabalhador precisou comprometer, em março de 2026, 45,05% da renda para adquirir a cesta. Em fevereiro de 2026, esse percentual correspondeu a 41,94% da renda líquida, aponta o Dieese.
Nacional
No país, o valor dos alimentos básicos subiu em todas as 27 capitais. Depois de Manaus, as maiores altas foram em Salvador (7,15%), Recife (6,97%), Maceió (6,76%), Belo Horizonte (6,44%) e Aracaju (6,32%).
No acumulado de 2026, todas as capitais registraram alta nos preços da cesta básica, com taxas que oscilaram entre 0,77%, em São Luís, e 10,93%, em Aracaju.
Em março, São Paulo liderou a alta do custo médio, com R$ 883,94, seguido por Rio de Janeiro (R$ 867,97), Cuiabá (R$ 838,40) e Florianópolis (R$ 824,35). No Norte e Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 598,45), Porto Velho (R$ 623,42), São Luís (R$ 634,26) e Rio Branco (R$ 641,15).

