Corrida pelo Palácio do Planalto em 2026 pode ter ao menos seis nomes, com variedade de políticos mais alinhados à direita
Brasília – A corrida presidencial deste ano terá candidatos de todos os campos da política. Até agora, pelo menos seis já estão postos como postulantes a chefe do Executivo nacional, cujo nome será definido em outubro.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Foto: Divulgação
Na corrida pela reeleição, Lula pode bater uma série de recordes: em outubro, aos 81 anos, ele será o candidato mais velho a concorrer à Presidência da República e, caso vença, será não só o chefe do Executivo federal mais velho da história do Brasil, como também o único a assumir esse posto quatro vezes. O pernambucano confirmou Geraldo Alckmin (PSB) novamente como vice na chapa.
Flávio Nantes Bolsonaro (PL)
Escolhido como sucessor por Jair Bolsonaro (PL), após o ex-presidente ter a candidatura impedida pela Justiça e acabar preso, o filho mais velho do político mantém viva a disputa da família pela faixa presidencial. Senador pelo Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro, de 44 anos, anunciou a pré-candidatura em dezembro último. O fluminense aparece em pesquisas eleitorais recentes como o principal rival de Lula.
Ronaldo Ramos Caiado (PSD)
Aos 76 anos, o político e médico ortopedista passou pelos cargos de deputado, senador e de governador, todos em Goiás. Em março, deixou a chefia do governo do estado para se tornar pré-candidato ao Palácio do Planalto. No PSD, partido ao qual se filiou, o goiano disputou com outros dois correligionários a chance de disputar o pleito deste ano e acabou escolhido pelo presidente da sigla, Gilberto Kassab.
Romeu Zema Neto (Novo)
Empresário e administrador de 61 anos, Zema teve a primeira participação na política — e única, até o momento — no posto de governador de Minas Gerais. Ele ficou no cargo de 2018 até este março, quando renunciou à função para entrar na disputa pelo Palácio do Planalto. Na tentativa de aumentar as chances da direita, o mineiro defende uma variedade maior de nomes desse espectro ideológico no pleito.
Renan Antônio Ferreira dos Santos (Missão)
Fundador do MBL (Movimento Brasil Livre), Renan Santos, de 42 anos, tem pouca visibilidade nos meios tradicionais, mas alcança popularidade crescente entre jovens da geração Z, segundo levantamentos recentes. Sem carreira política, o empresário paulista também fundou e preside o partido Missão, sigla fundada e aprovada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) no fim de 2025.
José Aldo Rebelo Figueiredo (DC)
Substituto de Eymael, que concorreu pela sigla nas últimas cinco eleições, Aldo Rebelo é ex-ministro dos governos Lula e Dilma. Iniciou a vida pública no PCdoB (Partido Comunista do Brasil) e, após a ascensão do bolsonarismo, o ex-deputado de 70 anos migrou para a direita. O alagoano é formado em jornalismo e acumula uma longa trajetória de militância política na juventude.

