Justiça da Itália faz nova audiência para decidir extradição de Carla Zambelli

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Caso seja extraditada, a ex-deputada ficará presa na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia

Itália – Após sessões adiadas quatro vezes, nesta terça-feira (10), a Justiça italiana iniciou uma nova audiência dentro do processo que decidirá sobre a extradição da ex-deputada brasileira Carla Zambelli (PL-SP). Zambelli está presa na Itália desde julho do ano passado, no aguardo de uma decisão sobre o pedido feito pelo governo brasileiro.

Foto: Divulgação

A ex-deputada, que está presa na penitenciária de Rebibbia, participou virtualmente da sessão. Antes da audiência, a defesa solicitou a troca dos juízes do caso, o que atrasou a análise do pedido de extradição.

Caso seja extraditada, a ex-deputada ficará presa na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia.

Condenações

Em uma primeira condenação, a ex-deputada foi considerada culpada por mandar invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em atuação com o hacker Walter Delgatti. Na segunda vez, ela foi condenada pela crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, no episódio em que perseguiu um homem a mão armada pelas ruas de São Paulo, em outubro de 2022.

Segundo informações enviadas à Itália pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, o presídio brasileiro mantém padrões de salubridade, segurança e assistência às detentas, além de oferecer atendimento médico e cursos técnicos. Ele também informou que nunca houve rebelião na penitenciária.

Zambelli fugiu dias antes do trânsito em julgado da primeira condenação, isto é, pouco antes de se esgotarem todos os recursos e ser determinado o cumprimento da pena.

A defesa alega que a ex-parlamentar sofre perseguição judicial e política no Brasil, e também questiona a situação carcerária no país para o eventual cumprimento da pena. Em outubro, o Ministério Público da Itália deu parecer favorável à extradição.

A ex-deputada perdeu o mandato por determinação do Supremo, mesmo depois do plenário da Câmara ter aprovado a permanência dela no cargo. Pela jurisprudência da Corte, parlamentares condenados ao regime fechado por tempo prolongado devem perder seus mandatos automaticamente, uma vez que não teria como comparecer ao Congresso.

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