O índice fechou em queda de 0,61%, situando-se nos 179.364 pontos
São Paulo – O mercado financeiro brasileiro encerrou uma das semanas mais tensas dos últimos anos. O Ibovespa, principal índice da B3, acumulou uma queda expressiva de 4,99% no período, castigado pelo temor global com a expansão do conflito no Oriente Médio e a incerteza sobre a duração das hostilidades.

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Nesta sexta-feira (6), o índice fechou em queda de 0,61%, situando-se nos 179.364 pontos. O movimento reflete o pessimismo dos investidores diante da instabilidade geopolítica que redesenha as projeções econômicas para 2026.
O epicentro da crise é o conflito envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciado no último sábado. O confronto resultou no fechamento do Estreito de Ormuz, ponto vital por onde escoa cerca de 20% da produção global de petróleo e gás.
Como consequência direta, o preço do barril de petróleo Brent disparou, superando a marca de 94 dólares. Analistas alertam que a manutenção desse bloqueio pode gerar um choque inflacionário global, dificultando a queda de juros em diversas economias.
No cenário doméstico, as “blue chips” (ações de maior peso no índice) apresentaram comportamentos opostos, ditados pelo preço das commodities e balanços corporativos:
“O lucro recorde da Petrobras serviu como um amortecedor para o Ibovespa, mas não foi suficiente para anular o temor sistêmico causado pelo fechamento de Ormuz”, explica um analista de mercado.
Perspectivas
Para a próxima semana, os olhos do mercado continuam voltados para os desdobramentos diplomáticos no Oriente Médio. Qualquer sinal de reabertura do estreito ou de cessar-fogo pode trazer um alívio momentâneo, mas a volatilidade deve permanecer alta enquanto os preços da energia estiverem pressionados.

