Exame concluiu que a escolha da via intravenosa para administração de adrenalina foi decisão médica, não falha técnica; investigações continuam.
Manaus – O laudo pericial do Instituto de Criminalística concluiu que não houve falha no sistema eletrônico de prescrição médica do Hospital Santa Júlia, em Manaus. A informação foi confirmada pelo delegado Marcelo Martins, responsável pelo 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP), que investiga a morte do menino Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, ocorrida em novembro de 2025.

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A perícia avaliou o funcionamento do sistema Tasy EMR, utilizado pelo hospital para emissão de prescrições médicas, e não identificou defeito técnico, instabilidade ou erro de processamento no período analisado. O exame foi finalizado na quinta-feira (22) e integra o inquérito que apura as circunstâncias do caso.
Segundo o laudo, ao selecionar o medicamento adrenalina (epinefrina), o sistema sugere automaticamente campos como dose, unidade de medida e via de administração, sendo a intravenosa apresentada como padrão. No entanto, a escolha final da via cabe exclusivamente ao médico, que pode alterar manualmente a prescrição antes de liberá-la para a farmácia.
A defesa da médica Juliana Brasil, responsável pelo atendimento de Benício, havia alegado que a indicação de adrenalina intravenosa teria sido gerada por uma falha do sistema. O laudo, porém, apontou que a configuração padrão pode ser ajustada pela administração hospitalar e não há evidência de erro técnico que justifique a prescrição.
As investigações continuam em andamento para apurar responsabilidades sobre a morte da criança.

