Hackathon inédito no Amazonas premia projetos e amplia oportunidades para a juventude

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Após mais de 43 horas de imersão, 150 participantes desenvolveram soluções

Manaus – Realizado pela Associação Intercultural de Hip-Hop Urbanos da Amazônia e pelo Ministério da Cultura (MinC), o Hackathon Urbanos da Amazônia foi encerrado neste domingo (22), na Escola Superior de Tecnologia da Universidade do Estado do Amazonas (EST/UEA), consolidando-se como uma iniciativa inédita no estado ao unir cultura urbana, inovação e empreendedorismo em uma maratona de mais de 43 horas ininterruptas.

Foto: Divulgação

Durante três dias, 150 participantes foram organizados em equipes multidisciplinares para desenvolver soluções voltadas a desafios reais da cadeia produtiva cultural de Manaus. Mais do que uma competição, o evento funcionou como um laboratório de ideias com foco em impacto social e desenvolvimento sustentável da cultura amazônica.

A iniciativa buscou estimular a criação de 20 projetos estruturados, viáveis e replicáveis, capazes de gerar transformação concreta em territórios periféricos, ampliar o acesso à cultura e fortalecer o protagonismo juvenil.

O primeiro lugar foi conquistado pelo projeto Reconstrução, que propõe a reintegração de jovens em conflito com a lei por meio de ações socioculturais integradas, envolvendo monitoramento, educação, cultura e profissionalização. A proposta visa reduzir a reincidência e ampliar oportunidades de inclusão produtiva.

Em segundo lugar, o projeto Segunda Chance, da equipe Os Crias, também abordou a realidade de jovens que passaram por unidades socioeducativas, utilizando a cultura como ferramenta de prevenção à reincidência e de construção de novos caminhos.

O terceiro colocado, Arteando Lab, apresentou um laboratório cultural itinerante de hip-hop e cultura popular com atuação em escolas das periferias. O modelo prevê oficinas semanais, acompanhamento do desempenho escolar e devolutiva à comunidade, criando um ciclo de articulação cultural e educacional.

Já o quarto lugar ficou com o Movimento Itinerante Feminista, da equipe Las Lobas, que propõe oficinas integradas de arte e cultura voltadas a mulheres periféricas, fortalecendo a liderança feminina e o empreendedorismo cultural.

O que acontece agora

Além da premiação em dinheiro, que contemplou o primeiro lugar com R$ 15 mil, o segundo com R$ 10 mil e o terceiro com R$ 5 mil, os quatro projetos vencedores terão acesso a 126 horas de consultoria especializada em gestão de projetos, conduzida pela Nexo Investimento Social.

“A consultoria é a continuidade natural de todo o processo que a AIHHUAM vem construindo desde a Trilha Urbanos da Amazônia até o Hackathon. Muitos dos vencedores já passaram pela nossa formação, então não se trata apenas de premiar uma ideia, mas de consolidar uma trajetória. Essa etapa é fundamental para a profissionalização dos agentes culturais, que têm projetos potentes, mas não dominam as etapas técnicas e burocráticas necessárias para acessar editais e estruturar iniciativas sustentáveis”, afirmou o diretor cultural da AIHHUAM, Jander Manauara.

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