EUA prometem respostas rápidas sobre comércio internacional envolvendo Brasil

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Apuração conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA busca identificar produtos fabricados com trabalho forçado e possíveis práticas de concorrência desleal

Os Estados Unidos abriram uma nova investigação comercial que coloca o Brasil e outros mercados internacionais sob análise do governo americano. A iniciativa, conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), liderado por Jamieson Greer, tem como objetivo avaliar se determinados países permitem a entrada de produtos fabricados com trabalho forçado, prática que poderia gerar concorrência desleal para empresas americanas.

Foto: Divulgação

Segundo Greer, a investigação utilizará a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento jurídico que permite ao governo americano examinar políticas comerciais estrangeiras prejudiciais à indústria nacional. Caso sejam identificadas práticas consideradas injustas, medidas comerciais poderão ser adotadas para corrigir desequilíbrios, e o processo deve ser concluído em questão de meses.

O foco central é verificar se produtos fabricados com trabalho forçado entram em mercados internacionais sem restrições adequadas, gerando competição desigual. Países investigados, incluindo o Brasil, acompanham o processo de perto devido ao potencial impacto nas relações comerciais.

Durante entrevista à emissora CNBC, Greer também comentou a relação comercial entre Estados Unidos e China, ressaltando a importância de garantir a estabilidade nas cadeias globais de fornecimento, especialmente de insumos estratégicos como as terras raras, minerais essenciais para setores industriais.

O representante comercial ainda mencionou o reembolso de tarifas aplicadas em governos anteriores, que vêm sendo contestadas judicialmente, e comentou que os impactos econômicos relacionados ao conflito no Oriente Médio devem ser temporários.

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