Emprego formal no AM retrai 42%, em 2025

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Vagas com carteira assinada registraram saldo de 21 mil postos, no ano passado, contra 36 mil, em 2024

Manaus – O emprego com carteira assinada no Amazonas fechou 2025 com saldo de 21.075 vagas, queda de -42,6% em relação a 2024, quando somou 36.772 postos. A taxa foi superior à da média do País, que retraiu -24,4%, ou 1.279.498 postos. Os dados são do Cadastro Geral do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados nesta quinta-feira (29).

Foto: Divulgação

Em todo o ano passado, os setores da atividade econômica no Amazonas contrataram 309,9 mil trabalhadores e desligaram 288,8 mil, o que resultou nas 21 mil vagas de saldo, apontam os dados do Caged.

O comércio liberou a abertura de vagas no mercado de trabalho formal do Amazonas no ano passado, com 7,6 mil vagas, resultado de 80,2 mil contratações e 48 mil demissões. Já em 2024, o desempenho do setor foi menor, quando registrou saldo de 7,4 mil postos.

A indústria obteve o segundo maior saldo, em 2025, ao somar 6,5 mil postos, com 54,5 mil admissões e 48 mil desligamentos. O número foi bem inferior ao acumulado em 2024, quando o saldo atingiu 11,8 mil vagas.

Já os serviços sofreram a maior retração no emprego. O setor acumulou 4,9 mil vagas de saldo, no ano passado, resultado de 149,2 mil contratações e 48 mil demissões. O volume grande queda em comparação a 2014, quando o setor fechou o ano com 12,5 mil postos no acumulado, uma diminuição de 60,8%.

O emprego na construção civil também apresentou desempenho inferior ano passado. O saldo de 2025 no Amazonas foi de 1,8 mil postos formais, contra 1,7 mil no ano anterior.

Já o salário médio de admissão no Amazonas em 2025 ficou em R$ 2.008,09, uma variação de o,80%, inferior à média nacional, que atingiu R$ 2.294,62, uma variação de 1,40%.

Nacional

Mesmo inferior a 2024, o mercado de trabalho formal apresentou crescimento em todo o País ao longo de 2025. Todas as 27 Unidades da Federação registraram saldos positivos na geração de empregos com carteira assinada. As maiores taxas proporcionais de crescimento foram observadas no Amapá (8,41%), Paraíba (6,03%) e Piauí (5,81%).

O setor de Serviços liderou a geração de postos de trabalho, com saldo positivo de 758.355 empregos (+3,29%), impulsionado principalmente pelas áreas de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (+318.460 ou 3,12%) e de Administração Pública, Defesa e Seguridade Social, Educação, Saúde e Serviços Sociais (+194.903 ou 3,12%).

O Comércio registrou saldo positivo de 247.097 postos formais (+2,3%), enquanto a Indústria criou 144.319 empregos (+1,6%), com destaque para os segmentos de Fabricação de Produtos Alimentícios (+49.039) e Manutenção, Reparação e Instalação de Máquinas e Equipamentos (+17.021). Já o setor da Construção gerou 87.878 postos formais no ano (+3,1%), e a Agropecuária apresentou saldo positivo de 41.870 empregos (+2,3%).

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