O câncer de pele não melanoma, tipo mais comum da doença, ocorre com mais frequência entre pessoas acima dos 40 anos
O câncer de pele é o tipo de tumor maligno mais frequente no Brasil, com três em cada dez casos de câncer diagnosticados no país. Apesar da alta incidência, a doença tem chances de cura acima de 90% quando descoberta e tratada no início. É necessário reforçar a importância da prevenção e orienta a população sobre fatores de risco, sinais de alerta e atendimento precoce na rede pública de saúde.

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A gerente de Condições Crônicas da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Arquicely Azevedo, relata que o câncer de pele não melanoma, tipo mais comum da doença, ocorre com mais frequência entre pessoas acima dos 40 anos e tem como principal fator de risco a exposição excessiva e desprotegida à radiação ultravioleta. No Brasil, ela relata, o clima predominantemente tropical, com exposição solar durante todo o ano, contribui para o alto número de casos.
“Medidas simples, como o uso diário de protetor solar, roupas adequadas e chapéus, além da redução da exposição nos horários de maior intensidade, são fundamentais para a prevenção”, destaca.
Arquicely reforça também a importância do autocuidado e da atenção aos sinais de alerta da doença. Entre eles estão manchas ou lesões que coçam, descamam ou sangram; pintas que apresentam mudanças de tamanho, forma, cor ou textura; além de feridas que não cicatrizam após cerca de quatro semanas. Essas alterações costumam surgir em áreas mais expostas ao sol e evoluem de forma lenta e progressiva.
Ao perceber qualquer sintoma ou sinal suspeito, conforme a gerente, a recomendação é procurar o mais rapidamente possível a unidade de saúde mais próxima para avaliação. “Havendo suspeita clínica, o profissional de saúde fará o encaminhamento para atendimento especializado com dermatologista, responsável por confirmar o diagnóstico, geralmente por meio de biópsia”, informa.
Por se manifestar sobretudo em regiões visíveis do corpo e apresentar desenvolvimento gradual, o câncer de pele não melanoma pode ser identificado ainda em fase inicial na maioria dos casos, permitindo tratamentos simples e eficazes, com altas chances de cura.
“A detecção precoce é mais importante ainda no caso do melanoma, forma mais agressiva da doença. Embora seja o mais comum entre os tumores no país, ele representa apenas cerca de 3% dos casos de câncer de pele”, assinala a gerente.
Em Manaus, no ano de 2023, conforme dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), foram registrados 27 óbitos por câncer de pele, sendo 21 do tipo não melanoma e seis do melanoma. Os registros fazem parte do total de 2.079 mortes por neoplasias ocorridas na capital no mesmo período, e evidenciam a relevância de manter ações permanentes de prevenção, diagnóstico precoce e conscientização da população.

