Conflito no Oriente Médio: Irã é alvo de ofensiva americana e israelense

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Explosões atingem Teerã e outras cidades iranianas; Irã responde com mísseis e drones contra Israel e aliados regionais

Os Estados Unidos e Israel realizaram na madrugada deste sábado (28) um ataque coordenado contra alvos no Irã. Segundo o presidente americano Donald Trump, a ação visa enfraquecer a capacidade militar iraniana, eliminar o programa nuclear e pressionar o governo de Teerã a mudar sua liderança.

Foto: Divulgação

Explosões foram registradas na capital, incluindo áreas próximas ao palácio presidencial e ao Conselho de Segurança Nacional, com relatos de que o escritório do aiatolá Ali Khamenei teria sido atingido. Ataques também ocorreram em Isfahan, Qom, Karaj, Tabriz e Kermanshah. As Forças de Defesa de Israel afirmaram que os ataques miraram lideranças políticas de alto escalão no país. Testemunhas relataram caos e pessoas procurando abrigo nas ruas.

O Irã respondeu com ao menos duas ondas de ataques aéreos contra Israel. O país também lançou mísseis contra bases americanas em Bahrain, Emirados Árabes Unidos, Qatar e Kuwait. Em Abu Dhabi, um civil morreu atingido por destroços de mísseis abatidos por defesas antiaéreas.

A ofensiva, denominada pelos EUA como “Operação Fúria Épica”, não envolve até o momento tropas terrestres, concentrando-se em ataques aéreos para atingir lideranças e infraestrutura militar iraniana. Trump afirmou que o objetivo é impedir que o Irã obtenha armas nucleares e proteger aliados e bases americanas no exterior.

A população iraniana reagiu com desespero e alívio, conforme vídeos e postagens em redes sociais, apesar de um bloqueio quase total da internet. Protestos contra o regime começaram em dezembro de 2025 e já resultaram em milhares de mortes durante repressão violenta.

O governo iraniano acusou Israel de bombardear a escola primária Shajareh Tayyebeh, em Minab, causando a morte de 40 meninas e ferimentos em 48 alunas. O número ainda não foi confirmado por fontes independentes.

O Conselho de Segurança da ONU convocou reunião de emergência para discutir os ataques. O secretário-geral António Guterres pediu “fim imediato das hostilidades e desescalada urgente”.

O presidente de Israel, Isaac Herzog, agradeceu a Trump pela “decisão histórica e corajosa” e reafirmou apoio às Forças de Defesa de Israel e à aliança militar com os Estados Unidos.

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