Após visitá-lo, Carlos classificou como “peculiar” a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF)
O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) utilizou suas redes sociais nesta quarta-feira (1º) para expressar insatisfação com as normas da prisão domiciliar humanitária concedida ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Após visitá-lo, Carlos classificou como “peculiar” a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que limitou o tempo de convivência entre o ex-mandatário e seus filhos não residentes na casa.

Foto: Divulgação
De acordo com o despacho de Moraes, os filhos que não moram com Bolsonaro — grupo que inclui Carlos, Eduardo e Jair Renan — possuem janelas estritas para visitas, ocorrendo apenas às quartas-feiras e sábados.
As visitas devem ocorrer em turnos específicos (08h às 10h, 11h às 13h ou 14h às 16h). Carlos reclamou que o tempo total de duas horas precisa ser compartilhado entre os filhos. “É assim que deixo hoje a casa do presidente”, afirmou em nota no X (antigo Twitter).
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) possui uma dinâmica diferenciada por integrar a equipe de advogados do pai, o que permite visitas diárias de 30 minutos, mediante agendamento.
A defesa havia solicitado “livre acesso” da família, mas o pedido foi negado sob o argumento de que a mudança de local não significa um abrandamento da pena. Jair Bolsonaro cumpre sentença de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado e estava detido na “Papudinha” antes da transferência por motivos de saúde.
“Tal concessão não implicou alteração do regime de cumprimento de pena, que permanece sendo o fechado. A substituição do local não se confunde com progressão de regime”, justificou o ministro Alexandre de Moraes.
Estado de Saúde
A prisão domiciliar tem caráter temporário (90 dias) para o tratamento de uma broncopneumonia severa, que levou o ex-presidente a passar dez dias na UTI. Na mesma nota, Carlos Bolsonaro demonstrou preocupação com o quadro clínico do pai, relatando que ele sofre com “crises de soluços intermináveis” e que sua saúde “se deteriora rapidamente” devido ao cerceamento de liberdade e comorbidades existentes.
O descumprimento de qualquer uma das regras fixadas pelo STF pode resultar na revogação imediata do benefício humanitário e no retorno de Bolsonaro ao regime fechado em Brasília.

