Entre os milhares de arquivos liberados estão fotos inéditas do corpo de Epstein
EUA – O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou um grande volume de documentos e imagens relacionados à investigação sobre a morte do financista Jeffrey Epstein, encontrado sem vida em sua cela em agosto de 2019, enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual e abuso de menores. Entre os milhares de arquivos liberados estão fotos inéditas do corpo de Epstein e relatórios com detalhes sobre os momentos finais de sua vida na prisão.

Foto: Divulgação
Os novos documentos, que fazem parte de um conjunto com mais de 3 milhões de páginas, 2 mil vídeos e 180 mil imagens, foram tornados públicos no fim de janeiro em cumprimento à lei conhecida como Epstein Files Transparency Act, aprovada pelo Congresso americano para garantir maior transparência nos registros do caso.

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As fotos recém-divulgadas incluem cenas datadas de 10 de agosto de 2019, quando Epstein foi encontrado desacordado em sua cela no Metropolitan Correctional Center, em Nova York. As imagens mostram o corpo do empresário sobre uma maca, com equipes médicas realizando tentativas de reanimação no início da manhã, por volta das 06h49, pouco depois de sua descoberta.

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Outras fotos, obtidas como parte do relatório post-mortem e de documentos do FBI, revelam lesões no pescoço, incluindo fraturas da cartilagem da tireoide, consideradas compatíveis com enforcamento, a causa oficial registrada da morte.
Falhas e contradições nas investigações
Os arquivos também expõem falhas operacionais graves na gestão da prisão nas horas que antecederam a morte de Epstein. Relatórios internos mostram que:
- o sistema interno de monitoramento indicava errado o número de detentos na cela — que estava configurada para dois, mas estava vazia após a transferência do colega de quarto no dia anterior;
- as verificações de segurança periódicas, que deveriam ocorrer a cada 30 minutos, não foram realizadas entre as 3h e 5h da manhã de 10 de agosto.
- o sistema de câmeras da unidade estava desligado na noite da morte, dificultando a clareza sobre os eventos finais na cela.
Esses pontos reforçam as críticas de que houve falhas administrativas e de supervisão no Centro Correcional Metropolitano, alimentando debates e especulações sobre o que realmente aconteceu naquela madrugada.

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Além das imagens e relatórios médicos, os arquivos liberados incluem registros internos da prisão, relatórios do FBI e outros materiais relacionados à investigação — formando o que autoridades definem como a maior divulgação de documentos sobre o caso até hoje.

