Após breve fechamento, fronteira entre Brasil e Venezuela é reaberta

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Medida ocorreu após ofensiva dos EUA e captura de Nicolás Maduro; governo de Roraima confirmou normalização da passagem

A fronteira entre a Venezuela e o Brasil foi reaberta após um breve período de fechamento, segundo informou o governo do estado de Roraima à agência Reuters. A normalização ocorreu horas depois de uma escalada na crise internacional envolvendo uma ofensiva militar dos Estados Unidos em território venezuelano.

Foto: Divulgação

O fechamento temporário da fronteira foi registrado após o presidente norte-americano, Donald Trump, confirmar uma operação contra a Venezuela e anunciar que o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, foram capturados e levados para fora do país. De acordo com informações divulgadas, o casal teria sido surpreendido por volta das 3h (horário de Brasília), enquanto dormia.

A ação teria sido executada pela Força Delta, unidade de elite do Exército dos Estados Unidos, sem registro de baixas entre as tropas americanas. A operação envolveu incursões aéreas e terrestres que atingiram Caracas e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Testemunhas relataram sons de aeronaves e explosões por cerca de 90 minutos, além de interrupções no fornecimento de energia elétrica em várias regiões.

Especialistas em inteligência classificaram a missão como de “velocidade impressionante” e destacaram o uso de tecnologia de rastreamento da Agência Central de Inteligência (CIA) para localizar o paradeiro de Maduro. Moradores de cidades costeiras relataram que o céu ficou avermelhado durante os bombardeios e que houve tremores no solo.

Paralelamente à ofensiva, a Administração Federal de Aviação (FAA) dos Estados Unidos proibiu o sobrevoo de aeronaves americanas no espaço aéreo venezuelano, alegando riscos à segurança. Segundo autoridades norte-americanas, a captura tem como objetivo levar Maduro a julgamento no Distrito Sul de Nova York, onde ele é acusado de narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína e posse de armas de uso restrito. Contra o presidente venezuelano, havia uma recompensa de US$ 50 milhões.

No âmbito político, o senador republicano Mike Lee afirmou que a operação foi amparada pelo Artigo II da Constituição dos Estados Unidos, que confere ao presidente poderes como comandante-chefe das Forças Armadas para proteger os interesses nacionais.

Em reação, o governo da Venezuela decretou estado de emergência nacional e acionou planos de defesa. A vice-presidente Delcy Rodríguez declarou inicialmente que o paradeiro de Maduro era desconhecido após a incursão. Já o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, denunciou ataques a áreas civis e afirmou que o país resistirá à presença de tropas estrangeiras.

A intervenção dividiu a comunidade internacional. Rússia e Cuba condenaram a ação, classificando-a como agressão armada. O presidente da Argentina, Javier Milei, manifestou apoio ao episódio, afirmando que “a liberdade avança”. No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião de emergência no Itamaraty para avaliar os impactos regionais da operação, incluindo o fechamento temporário da fronteira.

A União Europeia, assim como países vizinhos como Chile e Colômbia, demonstraram preocupação com a escalada do conflito e defenderam moderação, diálogo diplomático e respeito ao direito internacional.

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