Amazonenses aparecem como ‘menos inteligentes’ em ranking do ChatGPT

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Pesquisa da Universidade de Oxford revela viés da IA em classificações regionais do Brasil

Um estudo da Universidade de Oxford, no Reino Unido, divulgado em janeiro de 2026, aponta que o ChatGPT, inteligência artificial da OpenAI, apresenta informações preconceituosas sobre diferentes regiões do Brasil. Entre os estados mais afetados estão Amazonas e Maranhão, que receberam notas mais baixas, sendo classificados como “menos inteligentes” em comparação com outras localidades.

Foto: Divulgação

O levantamento, chamado The Silicon Gaze (O Olhar de Silício), analisou 20,3 milhões de consultas feitas à IA e mostrou que o sistema utiliza uma espécie de pontuação comparativa baseada nas informações contidas em textos, sites e dados disponíveis na internet. Ou seja, o ChatGPT não avalia as pessoas diretamente, mas reproduz padrões e estereótipos presentes nos conteúdos que consome para gerar suas respostas.

Foto: Divulgação

Segundo os pesquisadores, esse método transforma percepções históricas, culturais e regionais em rankings, o que pode levar a conclusões distorcidas ou preconceituosas, mesmo que a IA não tenha intenção própria. Por isso, estados como São Paulo, Minas Gerais e o Distrito Federal aparecem como “mais inteligentes”, refletindo dados e estereótipos mais positivos disponíveis online.

O estudo alerta para a necessidade de revisão e ajustes contínuos em sistemas de inteligência artificial, para reduzir vieses e garantir que informações distorcidas não sejam reproduzidas, especialmente em contextos educacionais e profissionais.

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