Navio com mais de 2.500 contêineres afunda e deixa carga de iPhones espalhada pelo mar

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Navio GFS Pride, que transportava mais de 2.500 contêineres, afundou após atingir uma mina marítima; mercadorias ficaram espalhadas pelo mar em meio às tensões militares na região

Mundo – Pescadores foram vistos recolhendo iPhones, perfumes e outras mercadorias que ficaram à deriva no Estreito de Ormuz, passagem marítima localizada entre o Irã e Omã, após o naufrágio do cargueiro GFS Pride, na quarta-feira (14). A embarcação transportava mais de 2.500 contêineres e, segundo os relatos divulgados, afundou depois de atingir uma mina marítima.

Edição: Portal Amazon News

O episódio ocorreu em meio ao aumento das tensões militares na região, onde a circulação de navios comerciais enfrenta riscos desde o início do conflito, no fim de fevereiro.

Imagens divulgadas pelo jornal britânico The Telegraph mostram pequenas embarcações navegando entre contêineres que ficaram na superfície do mar. Em um dos registros, um barco aparece rebocando uma das estruturas.

Entre os produtos recolhidos pelos pescadores estariam centenas de aparelhos iPhone, perfumes e outros artigos transportados pelo cargueiro.

Cargueiro teria atingido mina marítima antes de afundar

De acordo com a Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), o GFS Pride teria entrado em uma rota considerada não autorizada pelas autoridades iranianas.

Ainda segundo a força militar, o navio atingiu uma mina marítima, provocando um incêndio que resultou no naufrágio.

A versão apresentada pelas autoridades iranianas não esclarece, por si só, a origem do artefato explosivo ou as circunstâncias completas do acidente.

Após o naufrágio, a Marinha iraniana emitiu um alerta aos pescadores sobre os riscos de navegar entre os contêineres espalhados pela água.

Além da possibilidade de colisões, a presença de cargas à deriva representa um obstáculo adicional à navegação em uma das principais rotas comerciais do mundo.

Pescadores recolhem mercadorias espalhadas pelo mar

Nos dias seguintes ao naufrágio, embarcações de pesca foram registradas nas proximidades dos contêineres que permaneceram flutuando.

As imagens divulgadas mostram pescadores se aproximando das cargas e recolhendo produtos que teriam caído no mar após o acidente.

Entre os objetos mencionados estão aparelhos celulares da Apple, perfumes e outras mercadorias.

Também há registros de uma embarcação tentando rebocar um contêiner, enquanto outros permaneciam dispersos pela região.

As autoridades iranianas advertiram que a circulação entre essas estruturas pode colocar em risco a segurança das embarcações menores.

Naufrágio ocorre em meio a ataques contra navios comerciais

Segundo informações publicadas pelo The Telegraph, o GFS Pride teria sido o terceiro navio a afundar desde o início da escalada militar na região e o segundo em um intervalo de 24 horas.

O jornal também mencionou o caso do Cape Dao, embarcação de bandeira de Antígua e Barbuda que teria sido perdida após um ataque em setembro.

Os episódios aumentaram a preocupação com a segurança da navegação comercial pelo Estreito de Ormuz, corredor marítimo estratégico para o transporte internacional de petróleo, gás natural e outras mercadorias.

A região conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e concentra parte importante do fluxo de embarcações que transportam produtos energéticos para diferentes mercados.

Autoridades apresentam versões diferentes sobre a causa do naufrágio

Embora a Guarda Revolucionária do Irã afirme que o cargueiro atingiu uma mina marítima, autoridades de Singapura, país onde o GFS Pride estava registrado, informaram que a embarcação foi atingida por um projétil de origem desconhecida antes de pegar fogo e afundar.

Os 21 tripulantes foram retirados em segurança, sem registro de feridos. A causa exata do incidente ainda não foi esclarecida de forma independente.

Irã condiciona reabertura do Estreito de Ormuz à saída de forças americanas

Na sexta-feira (16), o governo iraniano voltou a relacionar a reabertura do Estreito de Ormuz à retirada das forças militares dos Estados Unidos da região.

O porta-voz do Exército iraniano, brigadeiro-general Mohammad Akraminia, afirmou que a permanência das tropas americanas representa um obstáculo à segurança da passagem marítima.

O militar também orientou proprietários e operadores de navios a utilizarem o corredor estabelecido pelas Forças Armadas iranianas, alegando que a rota oferece condições seguras de navegação.

As declarações ocorrem em meio à continuidade do conflito e às preocupações internacionais com a segurança das embarcações comerciais que atravessam o estreito.

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