Governo Federal negou pedido de quatro aeronaves para combater queimadas no AM, mostra documento oficial

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Documento assinado em 1º de outubro pela Secretaria Nacional de Segurança Pública informa impossibilidade de atender à solicitação dos Bombeiros, que também incluía avião para transporte de equipes e recursos para viaturas

Manaus (AM) – O Governo Federal informou que não poderia atender, naquele momento, ao pedido do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) para disponibilizar aeronaves e outros recursos destinados ao combate aos incêndios florestais no estado. A negativa consta em um ofício da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, assinado em 1º de outubro de 2026.

Edição: Portal Amazon News

A solicitação havia sido encaminhada em 18 de setembro pelo comandante-geral do CBMAM, coronel Orleilso Ximenes Muniz. O pedido incluía quatro aeronaves para combate direto ao fogo, um avião para transporte de equipes e equipamentos, além de recursos para aquisição de viaturas.

A resposta federal foi assinada pelo secretário nacional de Segurança Pública, Francisco Lucas Costa Veloso, que informou a impossibilidade de atender à demanda naquele momento.

“Dessa forma, registro a impossibilidade, no momento, de atendimento ao pleito, considerando, ainda, a indisponibilidade de bens dessa natureza aptos para doação”, afirma um trecho do documento.

Bombeiros solicitaram quatro aeronaves para Manaus e Humaitá

O pedido apresentado pelo Corpo de Bombeiros previa a disponibilização imediata de quatro aeronaves com capacidade aproximada de 3.200 litros de água cada, destinadas às operações de combate aos incêndios florestais até dezembro, quando se encerra o período considerado crítico.

Conforme a proposta, duas aeronaves ficariam posicionadas em Manaus e outras duas seriam destinadas a Humaitá, município localizado no sul do Amazonas.

A distribuição buscava ampliar a cobertura das operações em regiões com dificuldades de acesso e grandes distâncias entre as bases de atendimento.

Além das aeronaves de combate, a corporação solicitou um avião do tipo Bandeirante, ou modelo equivalente, para transportar bombeiros, brigadistas, equipamentos e suprimentos necessários às operações.

O planejamento também previa a continuidade do apoio aéreo nos anos seguintes, durante os meses de junho a dezembro, com possibilidade de ajustes conforme as condições ambientais e a avaliação dos riscos.

Distâncias e redução do nível dos rios dificultam operações

Na justificativa encaminhada ao Governo Federal, o Corpo de Bombeiros destacou as dificuldades logísticas enfrentadas pelas equipes durante o combate aos incêndios florestais no Amazonas.

Entre os principais obstáculos apontados estão a extensão territorial do estado, as limitações de acesso terrestre a determinadas localidades e a redução do nível dos rios durante o período de estiagem.

Segundo a corporação, essas condições comprometem o deslocamento de profissionais e equipamentos, tornando o transporte aéreo necessário para alcançar regiões atingidas pelo fogo.

As aeronaves também poderiam contribuir para o transporte de equipes e suprimentos, além de ampliar a capacidade de resposta em áreas distantes das bases operacionais.

Solicitação previa compra, aluguel e cessão de equipamentos

Embora a resposta da Secretaria Nacional de Segurança Pública tenha mencionado a indisponibilidade de bens aptos para doação, o pedido apresentado pelo Amazonas não estava limitado a essa modalidade.

A documentação encaminhada pelos Bombeiros também previa alternativas como compra, aluguel, cessão de equipamentos e contratação de horas de voo.

A resposta federal reconheceu que a solicitação contemplava diferentes possibilidades de atendimento, mas não apresentou uma análise individualizada dessas alternativas.

O documento também não estabeleceu um prazo para disponibilização das aeronaves ou dos demais recursos solicitados.

Governo Federal indicou alternativas de financiamento

Na resposta enviada ao Corpo de Bombeiros, a Secretaria Nacional de Segurança Pública mencionou mecanismos que poderiam ser utilizados para buscar recursos destinados à estruturação das operações.

Entre as possibilidades apresentadas estavam editais, transferências do Fundo Nacional de Segurança Pública e emendas parlamentares.

A secretaria também colocou uma de suas diretorias à disposição para orientar o estado sobre procedimentos relacionados à captação de recursos.

Entretanto, o ofício não anunciou uma medida operacional imediata para atender à demanda específica apresentada pelos Bombeiros.

Negativa não significa ausência de outras ações federais

A documentação confirma que o pedido encaminhado em 18 de setembro não foi atendido pela Secretaria Nacional de Segurança Pública naquele momento.

A resposta, porém, não permite concluir que o Governo Federal tenha deixado de realizar outras ações de apoio ao combate aos incêndios no Amazonas.

Edição: Portal Amazon News

A eventual disponibilização de recursos financeiros, equipes ou aeronaves por outros órgãos federais constitui uma questão distinta da solicitação apresentada pelo Corpo de Bombeiros.

O ponto central da troca de documentos é que a corporação estadual pediu reforço aéreo e logístico para enfrentar os incêndios durante o período crítico, enquanto a secretaria federal informou não ter condições de atender à demanda naquele momento.

Até a resposta formalizada em 1º de outubro, não havia sido apresentado um cronograma para a entrega das aeronaves, do avião de transporte ou das viaturas solicitadas.

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