Responsável por incêndio no Distrito Industrial 2 é multada em R$ 5,5 milhões em Manaus

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Fiscalização do Ipaam identificou descarte de pneus, plásticos e materiais com resíduos de óleo e tinta em terreno atingido pelas chamas; incêndio já dura mais de 24 horas

MANAUS (AM) – A responsável pelo terreno atingido por um incêndio de grandes proporções no Distrito Industrial 2, na zona leste de Manaus, foi multada em R$ 5,55 milhões pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam). A penalidade foi aplicada nesta quarta-feira (7), após uma fiscalização identificar materiais que não estavam autorizados pela licença ambiental concedida para a área.

Edição: Portal Amazon News

O incêndio começou por volta das 15h de terça-feira (6), em um terreno localizado na avenida dos Oitis. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), as chamas atingiram uma área superior a 15 mil metros quadrados.

Durante a inspeção, os fiscais encontraram pneus, plásticos e materiais contendo resíduos de óleo e tinta. O terreno possuía licença ambiental emitida pelo Ipaam em abril de 2026 para funcionar como aterro de resíduos inertes da construção civil, mas os materiais identificados não estavam previstos na autorização.

O órgão ambiental não divulgou a identidade da pessoa ou empresa responsável pela área.

Ipaam aplica multa por poluição atmosférica

A fiscalização contou com o uso de drones para avaliar a extensão da área atingida e identificar possíveis irregularidades ambientais.

Segundo o Ipaam, a queima dos resíduos provocou poluição atmosférica, situação que motivou a aplicação da multa de R$ 5,55 milhões.

O instituto também deverá avaliar possíveis danos adicionais, incluindo a contaminação do solo e das águas subterrâneas em decorrência dos materiais queimados.

O auto de infração foi elaborado com base na ocorrência de poluição atmosférica causada pelo uso do fogo. A responsável pela área terá prazo de 20 dias para apresentar defesa administrativa ou efetuar o pagamento da penalidade.

Conforme o órgão, os recursos arrecadados com multas ambientais são destinados ao Fundo Estadual de Meio Ambiente (Fema).

Incêndio continua após mais de 24 horas

Mesmo após mais de um dia de combate, equipes do Corpo de Bombeiros permaneciam no Distrito Industrial 2 nesta quarta-feira (7), trabalhando para controlar os focos de incêndio.

Embora a intensidade das chamas tenha diminuído, uma grande quantidade de fumaça continuava sendo liberada pelo terreno.

Além da utilização de água, caminhões foram empregados para despejar barro sobre áreas onde ainda havia focos ativos, como estratégia para conter o avanço do fogo.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a operação poderia durar entre 24 e 48 horas devido ao volume e às características dos resíduos acumulados no local.

Até a manhã de quarta-feira, mais de 150 mil litros de água haviam sido utilizados no combate às chamas. A operação também contou com brigadistas e apoio de empresas instaladas na região.

Fumaça prejudica qualidade do ar em Manaus

A fumaça provocada pelo incêndio contribuiu para a deterioração da qualidade do ar em diferentes regiões da capital amazonense.

Dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), desenvolvido pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), apontaram que, por volta das 19h desta quarta-feira, quatro pontos de monitoramento apresentavam qualidade do ar classificada como péssima.

Outros oito pontos registraram condições consideradas muito ruins, enquanto um apresentou classificação ruim e outro foi enquadrado na categoria moderada.

Entre os bairros com os piores indicadores estavam Compensa, Centro, Petrópolis e Morro da Liberdade.

As autoridades ambientais continuam acompanhando os possíveis impactos provocados pela queima dos resíduos, enquanto o Corpo de Bombeiros trabalha para extinguir os focos restantes.

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