Régua do Porto de Manaus marcou 21,26 metros após recuo de 18 centímetros em 24 horas; nível acumula queda de 2,65 metros em setembro
Manaus – O Rio Negro segue em processo acelerado de vazante em Manaus e registrou queda de 36 centímetros em apenas dois dias. Na sexta-feira (18), a régua do Porto de Manaus marcou 21,26 metros, após uma redução de 18 centímetros nas últimas 24 horas.

Edição: Portal Amazon News
Na quinta-feira (17), o nível estava em 21,44 metros. Desde o início de setembro, quando o rio registrava 24,09 metros, a retração acumulada chegou a 2,83 metros.
A cota registrada no dia 18 está entre as menores observadas para a data nos últimos anos, ficando acima dos níveis registrados durante as estiagens de 2023 e 2024. Em 18 de setembro de 2023, o Rio Negro estava em 19,36 metros, enquanto em 2024 marcava 15,53 metros.
No mesmo dia de 2025, a cota era de 24,67 metros. Com isso, o nível registrado em 2026 está 3,41 metros abaixo do observado no ano passado. Em relação a 2022, quando o rio marcava 24,03 metros, a diferença é de 2,77 metros.
Ritmo da vazante
Em 18 de setembro de 2026, o Rio Negro apresentou recuo diário de 18 centímetros. Na mesma data, as quedas registradas foram de 15 centímetros em 2021, 17 centímetros em 2022, 32 centímetros em 2023, 24 centímetros em 2024 e 14 centímetros em 2025.
O comportamento do rio mantém a atenção voltada para as condições de navegabilidade e para os possíveis impactos da estiagem nas próximas semanas.
Situação no interior
Os efeitos da vazante também são registrados em diferentes regiões do Amazonas. Em Itacoatiara, o Rio Amazonas apresentou queda de 16 centímetros em 24 horas e chegou a 7,60 metros. O município tem sido utilizado como ponto de apoio para operações de transbordo de cargas diante das limitações de profundidade em trechos das rotas hidroviárias.
Em Tabatinga, no Alto Solimões, o nível ficou em 2,34 metros. A estabilidade registrada em um dia, entretanto, ainda não representa necessariamente o encerramento do período de vazante.
Em Porto Velho, o Rio Madeira recuou cinco centímetros e chegou a 3,53 metros. As variações do nível do rio interferem diretamente nas condições de navegação utilizadas para o transporte de cargas e abastecimento na região.
Navegação e economia
A redução do nível dos rios pode limitar o tráfego de embarcações de maior porte e exigir adaptações nas operações de transporte. A diminuição do calado disponível afeta rotas utilizadas para o deslocamento de passageiros, alimentos, combustíveis, medicamentos e insumos destinados à indústria.
O cenário também exige ajustes na logística de empresas que dependem do transporte hidroviário para movimentar mercadorias até Manaus e outros municípios do Amazonas.
O menor nível já registrado no Rio Negro em Manaus ocorreu em 9 de outubro de 2024, quando a régua do Porto de Manaus marcou 12,11 metros. A cota de 21,26 metros registrada em 18 de setembro de 2026 está 9,15 metros acima desse recorde mínimo.

