Seca coloca cinco municípios do Amazonas em situação de emergência

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Benjamin Constant e Atalaia do Norte entraram na lista de municípios afetados pela estiagem, que provoca impactos no transporte, abastecimento e atendimento de saúde no interior do estado

Amazonas – O número de municípios amazonenses em situação de emergência devido à estiagem chegou a cinco. Benjamin Constant e Atalaia do Norte passaram a integrar a lista após decretos publicados nesta sexta-feira (28).

Foto: Divulgação

Em Benjamin Constant, aproximadamente 19 mil pessoas são afetadas pela redução dos níveis dos rios Javari e Solimões. A vazante provoca dificuldades na navegação e afeta serviços como transporte escolar e abastecimento de água, alimentos e medicamentos.

Atalaia do Norte adota medidas na área da saúde

Em Atalaia do Norte, o decreto de emergência está relacionado principalmente aos impactos provocados pela estiagem no atendimento de saúde. Entre as medidas previstas estão ações para garantir assistência às comunidades isoladas.

O município também prevê a remoção preventiva de pacientes em estado crítico e de gestantes de alto risco que vivem em localidades de difícil acesso e que podem ficar ainda mais isoladas com a redução do nível dos rios.

Os decretos de Benjamin Constant e Atalaia do Norte têm validade de 180 dias e permitem a mobilização das estruturas municipais e a adoção de medidas emergenciais para atender a população afetada.

Cinco municípios estão em situação de emergência

Além de Benjamin Constant e Atalaia do Norte, São Paulo de Olivença, Humaitá e Novo Aripuanã também estão em situação de emergência em razão da estiagem.

O cenário ocorre durante o avanço da vazante dos rios no Amazonas. Em agosto, 15 municípios já haviam sido colocados em situação de alerta pela Defesa Civil, principalmente na região Sul do estado.

Vazante afeta transporte e abastecimento

A redução do nível dos rios tem impacto direto sobre municípios e comunidades do interior, onde o transporte fluvial é uma das principais formas de deslocamento de pessoas e de distribuição de alimentos, medicamentos e outros produtos.

Durante períodos de estiagem mais intensa, a redução da profundidade dos rios e o surgimento de bancos de areia podem dificultar a passagem das embarcações em determinados trechos, aumentando o tempo de viagem e os custos de transporte.

A situação também exige medidas de assistência às comunidades ribeirinhas e localidades de difícil acesso. Em 2026, a Defesa Civil do Amazonas informou o envio de purificadores de água e cestas básicas para municípios atingidos pela estiagem.

Com o avanço da vazante, o monitoramento dos rios permanece necessário para orientar medidas relacionadas ao fornecimento de água potável, abastecimento, transporte, atendimento médico e acesso às escolas nas áreas afetadas.

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