Empresa responsável pelo acervo pretendia vender peças diante de dificuldades financeiras; Justiça determinou inventário de cerca de 5,5 mil artefatos
Estados Unidos – A Justiça Federal dos Estados Unidos manteve a proibição da venda em leilão de 100 objetos recuperados dos destroços do Titanic. A RMS Titanic Inc., responsável pelo resgate e pela exposição do acervo, pretendia negociar as peças em meio a dificuldades financeiras.

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A decisão foi tomada pela juíza federal Rebecca Beach Smith, do Tribunal Distrital dos Estados Unidos em Norfolk, no estado da Virgínia. A magistrada considerou que o tribunal possui jurisdição sobre os artefatos recuperados pela companhia e ainda deverá avaliar se uma eventual venda poderá ser autorizada.
Empresa recuperou cerca de 5,5 mil peças
A RMS Titanic Inc. detém direitos de resgate relacionados aos destroços desde 1994. Em sete expedições, a companhia recuperou aproximadamente 5,5 mil objetos. A última operação de retirada de artefatos ocorreu em 2004.
Entre os itens previstos para o leilão estavam uma estátua de bronze de um querubim, encontrada na região da grande escadaria do transatlântico, e um sino da gávea.
A possibilidade de venda do material enfrenta contestações dos governos dos Estados Unidos e da França, além de grupos e indivíduos norte-americanos e europeus interessados na preservação do acervo.
Justiça determina inventário dos artefatos
Como parte da decisão, a juíza determinou que a RMS Titanic Inc. apresente um inventário detalhado dos aproximadamente 5,5 mil objetos recuperados. O levantamento deverá informar a origem, a localização atual e o estado de conservação de cada item.
A empresa também deverá fornecer informações sobre sua situação financeira e demonstrar sua capacidade de continuar preservando a coleção. A companhia afirma enfrentar dificuldades financeiras, mas não divulgou o valor das perdas.
Acordo de preservação está no centro da disputa
O caso também envolve um acordo firmado em 2011, pelo qual a empresa assumiu compromissos relacionados à preservação conjunta dos objetos recuperados nas diferentes expedições.
Para a Justiça, a venda individual de parte dos artefatos pode comprometer a integridade da coleção. Uma nova audiência poderá ser realizada para avaliar se o leilão viola o acordo e definir eventuais medidas adicionais.
Naufrágio ocorreu em 1912
O Titanic afundou na madrugada de 15 de abril de 1912, após colidir com um iceberg durante sua viagem inaugural entre Southampton, na Inglaterra, e Nova York, nos Estados Unidos.
Cerca de 1,5 mil pessoas morreram no naufrágio, considerado um dos desastres marítimos mais conhecidos da história.

