Bar do Armando enfrenta ação de despejo e mobiliza apoio pela permanência no Centro de Manaus

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Família afirma que não possui débitos de aluguel e faz apelo para preservar o tradicional estabelecimento no Centro da capital

O Bar do Armando, reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Amazonas, voltou ao centro das discussões em Manaus após a divulgação de uma ação de despejo envolvendo o imóvel onde funciona há 63 anos. Localizado na rua 10 de Julho, no Centro da capital, o estabelecimento tem mobilizado frequentadores e apoiadores que defendem sua permanência no endereço histórico.

Foto: Divulgação

Na tarde desta segunda-feira (13), a administradora do bar, Ana Claudia Soeiro Soares, filha do fundador Armando Soares, e o advogado Fausto Ventura concederam uma coletiva de imprensa para esclarecer a situação jurídica do imóvel e pedir apoio da sociedade e das autoridades.

Segundo Fausto Ventura, o Bar do Armando ultrapassa a condição de um simples estabelecimento comercial e faz parte da identidade cultural de Manaus.

“O Bar do Armando tem 63 anos de convívio com o povo, cheio de histórias e que faz parte da vida do amazonense. É uma referência e merece um zelo maior”, afirmou o advogado durante a coletiva.

Ana Claudia relembrou que, durante a gestão do ex-prefeito Arthur Virgílio Neto, houve uma tentativa de viabilizar a permanência do bar no local por meio de uma proposta apresentada ao proprietário do imóvel.

A administradora também contestou informações divulgadas nas redes sociais de que a ação de despejo teria sido motivada por inadimplência. Segundo ela, os pagamentos do aluguel continuam sendo realizados regularmente por meio de depósitos judiciais.

Outro tema abordado foi a possibilidade de um pedido de usucapião. Ana Claudia afirmou que a família nunca cogitou recorrer ao instrumento jurídico, mesmo diante da longa permanência no imóvel. Ela também negou rumores de que religiosos teriam sido impedidos de frequentar o estabelecimento.

Emocionada, Ana Claudia destacou a ligação afetiva da família com o espaço, onde viveu parte da infância, e afirmou que a eventual saída do imóvel representa uma perda não apenas para os proprietários, mas para a memória cultural da cidade.

Procurada, a assessoria da Arquidiocese de Manaus informou ao Portal Rios de Notícias que o imóvel pertence à Diocese do Alto Solimões.

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