Reviravolta veio após médico legista perceber batimento cardíaco enquanto examinava o corpo
EUA – Um bebê de 18 meses sobreviveu após ser declarado morto por engano e permanecer durante horas no necrotério de um hospital nos Estados Unidos. Segundo o The Sun, a criança, identificada como Vincent Lorenzo Fiordilino, havia sido retirada inconsciente da piscina da casa da família, em Gilbert, no estado do Arizona, depois de desaparecer por cerca de 15 minutos.

Foto: Divulgação
Ainda de acordo com o jornal britânico, os pais perceberam que o menino não estava mais por perto e iniciaram as buscas. Pouco depois, a mãe o encontrou boiando de bruços na piscina do quintal.
Enquanto acionava o serviço de emergência, o pai iniciou as manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP), orientado por atendentes. Durante a ligação, um familiar chegou a relatar que a criança deu os primeiros sinais de reação.
Vincent foi levado às pressas para o hospital Mercy Gilbert Medical Center, onde acabou sendo declarado morto pela equipe médica. No entanto, o relatório policial aponta que havia indícios de que o bebê ainda apresentava sinais vitais antes mesmo da confirmação oficial do óbito. De acordo com o The Sun, policial afirmou, inclusive, ter ouvido uma enfermeira dizer que a criança ainda tinha pulso.
Inicialmente, os médicos informaram à família que o estado do bebê era grave, com falência de órgãos e suspeita de lesão cerebral causada pelo afogamento. Dias depois, porém, uma ressonância magnética revelou um cenário mais animador: em vez de danos cerebrais severos, a criança apresentava apenas uma pequena contusão, considerada passível de recuperação com o desenvolvimento.
Para ajudar a custear o tratamento, a família iniciou uma campanha de arrecadação de recursos, alegando que as despesas com transporte aéreo, internação em UTI, exames e futuras terapias são elevadas.
Em paralelo à recuperação da criança, o caso também passou a ser investigado pelas autoridades. Segundo o The Sun, Polícia de Gilbert recomendou ao Ministério Público do Condado de Maricopa que os pais sejam denunciados por abuso infantil. O órgão informou que recebeu o pedido e ainda avalia se apresentará ou não uma acusação formal.

