Infecção viral altamente contagiosa atinge principalmente crianças menores de cinco anos; Manaus concentra maior número de ocorrências no estado
O Amazonas registrou 231 casos da doença mão-pé-boca (DMPB) entre janeiro e o início de junho de 2026, segundo informações da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), por meio da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP).

Edição: Portal Amazon News
Manaus lidera o número de notificações, com 135 casos confirmados. Na sequência aparecem os municípios de Rio Preto da Eva, com 71 registros, Atalaia do Norte, com 15, e Borba, com 10 ocorrências.
A doença é causada pelo vírus Coxsackie e apresenta alta capacidade de transmissão, afetando principalmente crianças com menos de cinco anos de idade. A propagação ocorre por contato com secreções respiratórias e também pela via fecal-oral, exigindo atenção de famílias e instituições que atendem o público infantil.
De acordo com a coordenadora do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde do Amazonas (CIEVS-AM), Roberta Danielli, os primeiros sintomas costumam incluir febre, mal-estar e dor de garganta. Em seguida, podem surgir pequenas bolhas e feridas na boca, além de lesões nas mãos e nos pés.
A especialista orienta que, ao perceber os sinais da doença, pais e responsáveis procurem atendimento médico para avaliação adequada. Também é recomendado manter a criança bem hidratada e seguir todas as orientações repassadas pelos profissionais de saúde.
Apesar da elevada transmissibilidade, a doença mão-pé-boca geralmente apresenta evolução leve e duração aproximada de uma semana. Além das lesões características, alguns pacientes podem apresentar diminuição do apetite, desconforto ao se alimentar e erupções nas palmas das mãos e plantas dos pés.
Prevenção
As autoridades de saúde destacam que a principal forma de evitar a disseminação da doença é o reforço dos cuidados de higiene, especialmente em ambientes frequentados por crianças.
Entre as recomendações estão a lavagem frequente das mãos, a higienização de brinquedos e superfícies compartilhadas e o afastamento temporário de crianças sintomáticas de creches, escolas e demais ambientes coletivos até a recuperação completa.
A FVS-RCP também orienta que sejam adotadas medidas de etiqueta respiratória, como cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar. Além disso, é importante evitar o compartilhamento de objetos de uso pessoal, incluindo copos, talheres e mamadeiras.
Monitoramento
Embora a doença mão-pé-boca não esteja incluída na lista nacional de doenças de notificação compulsória, a SES-AM informou que os casos continuam sendo acompanhados em parceria com as secretarias municipais de saúde devido à relevância do agravo para a saúde pública.
Segundo o órgão, o monitoramento permite identificar precocemente novos casos e fortalecer as ações de prevenção e controle da doença em todo o território amazonense.

