Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 9,3% da população convivem com algum quadro relacionado à ansiedade
Tremores, dificuldade de concentração, irritabilidade e até compulsão alimentar podem ser sinais de sofrimento emocional que vai além das preocupações do dia a dia. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 9,3% da população brasileira convivem com algum quadro relacionado à ansiedade, colocando o Brasil no topo do ranking mundial. Diante do aumento das discussões sobre saúde mental, especialistas reforçam a importância de identificar quando emoções comuns passam a comprometer a rotina e exigem acompanhamento profissional.

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De acordo com a psicóloga e especialista em saúde mental, Maria do Carmo Lopes, preocupações, medos e momentos de tristeza fazem parte da vida, porém é preciso estar alerta para sintomas intensos e persistentes, que interferem na rotina e podem indicar ansiedade ou depressão.
“Quando o medo e a insegurança passam a ser intensos e persistentes ao ponto de interferirem no cotidiano, levando o indivíduo a evitar lugares, encontros sociais e até o trabalho, é importante procurar ajuda profissional”, explica.
Maria do Carmo Lopes destaca que a ansiedade não se manifesta apenas de forma emocional, mas também física. Entre os sintomas mais comuns estão dores de cabeça, problemas gastrointestinais, tensão muscular, irritabilidade, insônia, fadiga e dificuldade de concentração. Em alguns casos, podem surgir crises mais intensas, como o Transtorno do Pânico, marcado pela sensação repentina de medo extremo, falta de ar, tremores, dor no peito e aceleração cardíaca.
A psicóloga explica ainda que existem diferentes tipos de transtornos de ansiedade, cada um com características próprias e impactos diferentes na vida do paciente. “O corpo reage de acordo com o tipo de transtorno que o indivíduo apresenta. Por isso, é importante buscar um diagnóstico adequado com um especialista, seja psicólogo ou psiquiatra, para receber o tratamento correto”, ressalta.
Segundo a especialista, é necessário estar atento para diferenciar a sensação de tristeza da depressão. Para ela, a tristeza costuma ser passageira e relacionada a situações específicas, como perdas ou frustrações. Já a depressão provoca uma sensação profunda e contínua de vazio, perda de interesse nas atividades do dia a dia, alterações no sono e no peso, fadiga constante, dificuldade de concentração e, em casos mais graves, pensamentos suicidas.
“Além do acompanhamento psicológico e, em alguns casos, psiquiátrico, uma das formas de ajuda também são as práticas de hábitos saudáveis, que auxiliam a reduzir sintomas de ansiedade e melhorar a saúde mental, como prática regular de atividade física, manutenção de vínculos sociais saudáveis, momentos de lazer, hobbies e uma rotina organizada para evitar sobrecarga emocional”, relata.
Ainda segundo Maria do Carmo, falar sobre saúde mental de forma responsável é fundamental para combater preconceitos e ampliar o acesso ao cuidado. “Levar informação sobre saúde mental e sobre a importância da prevenção e do acompanhamento profissional contribui para gerar mais empatia e respeito pela dor do outro”, afirma.

