Zambelli foi condenado pelo STF por ter perseguido, com uma arma em punho, um homem pelas ruas de São Paulo em 2022
Itália – Nesta quinta-feira (16), a Justiça da Itália acolheu um novo pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli apresentado pelo governo brasileiro. Desta vez, a decisão está relacionada ao crime de porte ilegal de arma. O embaixador do Brasil em Roma, Renato Mosca de Souza, foi quem confirmou a informação.

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No ano passado, Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por ter perseguido, com uma arma em punho, um homem pelas ruas de São Paulo em 2022. Essa foi a segunda sentença definitiva contra a ex-parlamentar na corte.
Condenações
Em uma primeira condenação, a ex-deputada foi considerada culpada por mandar invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em atuação com o hacker Walter Delgatti. Na segunda vez, ela foi condenada pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, no episódio em que perseguiu um homem à mão armada pelas ruas de São Paulo, em outubro de 2022.
Segundo informações enviadas à Itália pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, o presídio brasileiro mantém padrões de salubridade, segurança e assistência às detentas, além de oferecer atendimento médico e cursos técnicos. Ele também informou que nunca houve rebelião na penitenciária.
Zambelli fugiu dias antes do trânsito em julgado da primeira condenação, isto é, pouco antes de se esgotarem todos os recursos e ser determinado o cumprimento da pena.
A defesa alega que a ex-parlamentar sofre perseguição judicial e política no Brasil, e também questiona a situação carcerária no país para o eventual cumprimento da pena. Em outubro, o Ministério Público da Itália deu parecer favorável à extradição.
A ex-deputada perdeu o mandato por determinação do Supremo, mesmo depois de o plenário da Câmara ter aprovado a permanência dela no cargo. Pela jurisprudência da Corte, parlamentares condenados ao regime fechado por tempo prolongado devem perder seus mandatos automaticamente, uma vez que não teriam como comparecer ao Congresso.

