Ministério Público nega restrição e reforça caráter cautelar de orientação

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Órgão afirma que não proibiu entrevistas e que orientação tem caráter apenas cautelar

O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) divulgou uma nota oficial para esclarecer pontos relacionados à condução das investigações do chamado Caso Benício, que tramita sob sigilo judicial.

Foto: Divulgação

No comunicado, o órgão destacou que não houve qualquer determinação para impedir o delegado responsável pelo inquérito de conceder entrevistas. Segundo o MP, o que foi emitido trata-se apenas de uma recomendação de caráter cautelar, visando preservar o andamento das investigações.

De acordo com a 15ª Promotoria de Justiça de Manaus, não existiu ordem formal para restringir a comunicação da autoridade policial. O despacho ministerial orienta apenas prudência na divulgação de informações, especialmente neste momento em que o inquérito se encontra em fase final.

O MPAM também ressaltou que não houve solicitação da defesa nesse sentido, afastando interpretações de que a medida teria sido motivada por pressões externas. A recomendação, conforme o órgão, busca evitar questionamentos futuros que possam comprometer a lisura do processo.

Outro ponto destacado é que o delegado seguirá à frente das investigações até a conclusão do caso. A orientação, segundo o Ministério Público, também contribui para garantir estabilidade na condução dos trabalhos, diante de pedidos anteriores de afastamento da autoridade policial.

Por fim, o órgão reiterou que a recomendação não possui caráter obrigatório, sendo uma medida preventiva dentro dos limites legais para assegurar a integridade do inquérito até seu desfecho.

O Caso Benício segue sob sigilo, e novas informações devem ser divulgadas apenas conforme previsto na legislação.

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