Nível do Rio Negro sobe e mantém tendência de cheia em Manaus

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Cota atinge 25,26 metros e segue em elevação; pico é esperado entre junho e julho

O nível do Rio Negro segue em elevação em Manaus, conforme aponta o 11º Boletim de Alerta Hidrológico da Bacia do Amazonas, divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil em 17 de março de 2026. Nesta quinta-feira (26), a cota do rio alcançou 25,26 metros, registrando alta de 9 centímetros nas últimas 24 horas.

Foto: Divulgação

Nas últimas semanas, o comportamento do rio tem sido de subida contínua. Apenas na última semana analisada, o nível acumulou elevação de 15 centímetros na capital amazonense, acompanhando o padrão observado em outras áreas da bacia do Negro.

De acordo com o boletim, o cenário atual está dentro da normalidade histórica. Em cerca de 73% dos anos monitorados, o pico da cheia ocorre em junho, enquanto em 24% dos casos a máxima é registrada em julho. Após esse período, o rio entra gradualmente em vazante, com níveis mínimos geralmente entre outubro e novembro.

Apesar da elevação, o nível atual ainda está distante de marcas históricas extremas. Em 2021, o Rio Negro atingiu 30,02 metros em Manaus, uma das maiores cheias já registradas. Atualmente, a cota está cerca de 5,20 metros abaixo desse recorde.

Outro fator determinante para o comportamento do rio é o regime de chuvas. Dados climatológicos indicam que, embora o período entre fevereiro e março corresponda ao auge da estação chuvosa, houve déficit de precipitação em áreas da Amazônia Ocidental, incluindo a bacia do Negro. Ainda assim, o volume acumulado tem sido suficiente para sustentar a elevação gradual dos níveis.

Segundo dados do Porto de Manaus, nesta quinta-feira (26), o nível chegou a 25,26 metros, mantendo a tendência de subida.

A previsão de especialistas é de continuidade do processo de enchente nas próximas semanas, com possibilidade de aceleração caso as chuvas se intensifiquem conforme as previsões climáticas.

O monitoramento constante dos níveis dos rios é considerado essencial para orientar ações preventivas, especialmente em áreas vulneráveis a alagamentos na capital e em municípios do interior do estado.

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