PF investiga possível uso de verba desviada do INSS em viagens de Lulinha

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Apuração envolve triangulação financeira entre consultoria, agência de viagens e empresário; defesas negam irregularidades

A Polícia Federal investiga se recursos desviados do INSS teriam sido utilizados para custear viagens de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. O inquérito aponta uma possível triangulação financeira envolvendo uma consultoria, uma agência de viagens e um empresário.

Foto: Divulgação

Segundo a investigação, Antônio Carlos Camilo Antunes, apelidado de “Careca do INSS”, teria transferido cerca de R$ 1,5 milhão para a RL Consultoria, pertencente a Roberta Luchsinger, entre novembro de 2024 e março de 2025. No mesmo período, parte dos valores — R$ 640 mil — teria sido repassada a uma agência de viagens utilizada por Lulinha, levantando suspeitas sobre o destino final do dinheiro.

A apuração ganhou força com mensagens de texto e depoimentos. Em um diálogo, Camilo menciona o pagamento de R$ 300 mil, afirmando que seria destinado ao “filho do rapaz”. Um ex-funcionário do empresário também relatou pagamentos mensais de R$ 300 mil supostamente ligados a Fábio Luís. Contudo, a análise bancária não identificou transferências diretas, reforçando a suspeita de uso de terceiros para ocultar valores.

As defesas contestaram as acusações. O advogado de Roberta Luchsinger declarou que os recursos estão ligados a serviços na área de cannabis medicinal e que conversas citadas foram retiradas de contexto. A defesa de Fábio Luís classificou a investigação como “irresponsáveis ilações” e negou qualquer ligação com os fatos.

A Polícia Federal segue analisando os materiais apreendidos para identificar os envolvidos mencionados nas mensagens e esclarecer a natureza das transações, com o objetivo de determinar se houve irregularidades e o destino final dos recursos.

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