O réu foi considerado culpado pela morte da companheira, com quem tinha um relacionamento de três meses
Manaus – A atuação do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) no Tribunal do Júri resultou na condenação de um homem acusado de feminicídio em Manaus, nesta quinta-feira (12). O réu, identificado pelas iniciais P.F.R.C., foi considerado culpado pela morte da companheira, com quem mantinha um relacionamento havia cerca de três meses. A sessão de julgamento integrou a programação da 32ª edição da Semana Justiça pela Paz em Casa.

Foto: Divulgação
Na madrugada de 13 de julho de 2024, a vítima foi morta com diversos golpes de faca, na Avenida Lourenço da Silva Braga (Manaus Moderna), situada no Centro de Manaus. Durante o julgamento, o réu confessou o crime, mas alegou legítima defesa — segundo ele, ela tentou agredi-lo na companhia de vários outros homens (versão rejeitada pelos jurados).
O Júri acolheu a tese do Ministério Público e considerou o réu culpado pela prática de homicídio qualificado (feminicídio), praticado por motivo torpe, condenando-o a 21 anos de prisão pela morte.
Na sentença condenatória, o magistrado destacou que as circunstâncias que envolveram a prática delitiva “apresentam contornos de especial gravidade, revelando uma audácia que transborda os elementos típicos do homicídio”.
“Diante da brutalidade do caso, não poderia ser outra a postura do MP senão atuar incessantemente na busca de provas e, em seguida, na condenação do réu, sobretudo considerando as peculiaridades do caso concreto, visto que foi desferida uma facada na vítima. Além disso, o fato de a vítima estar grávida tornou o crime ainda mais reprovável”, comentou o promotor Thiago de Melo.
Na mesma sessão do Tribunal do Júri, também foram condenados quatro homens pelo assassinato do advogado e servidor do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), Erwin Rommel Godinho Rodrigues. O crime ocorreu em março de 2023, quando a vítima foi surpreendida por criminosos ao sair de um restaurante na capital.

