Agência espacial afirma que lacunas no monitoramento podem dificultar resposta rápida a possíveis impactos na Terra
A NASA estima que mais de 15 mil asteroides potencialmente perigosos ainda não foram identificados, o que pode deixar a Terra vulnerável a impactos capazes de devastar cidades inteiras.

Foto: Divulgação
Segundo a agência espacial dos Estados Unidos, a lacuna no monitoramento desses corpos celestes significa que uma descoberta tardia poderia obrigar governos a lidar com uma possível catástrofe regional com pouco tempo para se preparar ou reagir.
Os dados foram apresentados durante uma reunião da American Association for the Advancement of Science (AAAS), realizada em Phoenix, no estado do Arizona.
Durante o encontro, a diretora interina de Defesa Planetária da NASA, Kelly Fast, explicou que atualmente são conhecidos cerca de 25 mil asteroides próximos da Terra, mas apenas cerca de 40% deles foram devidamente catalogados.
De acordo com especialistas, muitos desses objetos são difíceis de detectar porque são escuros ou estão posicionados em regiões do céu onde os telescópios têm dificuldade de observação. A maioria dos equipamentos procura a luz do Sol refletida nesses corpos, mas alguns asteroides permanecem por anos próximos ao brilho solar quando observados da Terra.
Além disso, há objetos que possuem órbitas semelhantes à da Terra e se deslocam quase lado a lado com o planeta, o que dificulta identificá-los como corpos em movimento.
Para ampliar a capacidade de detecção, a NASA planeja lançar até 2027 o telescópio espacial Near-Earth Object Surveyor, equipado com tecnologia infravermelha capaz de identificar asteroides escuros por meio do calor que emitem. Estudos indicam que o equipamento poderá detectar até 90% desses objetos próximos do planeta.

