Brasil reage à classificação de PCC e CV como organizações terroristas pelos EUA

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A avaliação do governo brasileiro é que uma eventual classificação poderia ampliar o alcance de medidas punitivas

EUA – O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou articulações diplomáticas após surgir nos Estados Unidos a possibilidade de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. A proposta em análise na gestão do presidente Donald Trump envolve grupos como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), e gerou preocupação no Palácio do Planalto e no Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty).

Foto: Divulgação

A avaliação do governo brasileiro é que uma eventual classificação poderia ampliar o alcance de medidas punitivas adotadas por Washington e abrir espaço para ações mais duras dos Estados Unidos no combate ao narcotráfico na região.

Entre os receios está a possibilidade de que o enquadramento como terrorismo seja usado para justificar intervenções ou operações unilaterais fora do território norte-americano.

Diante do avanço das discussões nos EUA, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou por telefone no domingo (8) com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. Durante o contato, o chanceler apresentou a posição do Brasil e manifestou a discordância do governo em relação à proposta.

Segundo a análise do Itamaraty, tanto o PCC quanto o CV atuam principalmente como organizações criminosas ligadas ao tráfico de drogas e outras atividades ilegais com fins lucrativos, sem motivações políticas ou ideológicas.

O tema também pode entrar na pauta de uma eventual reunião entre Lula e Trump na Casa Branca. O encontro ainda não teve data confirmada.

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