Banqueiro e dono do Banco Master foi preso pela Polícia Federal durante investigação que apura supostas irregularidades financeiras
Imagens registradas após a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro mostram o empresário já submetido aos procedimentos padrão de entrada no sistema prisional do estado de São Paulo, incluindo a retirada da barba e a troca de roupas civis pelo uniforme da unidade.

Foto: Divulgação
As fotos foram feitas dentro do Centro de Detenção Provisória II de Guarulhos, localizado na região metropolitana de São Paulo. Nos registros, o proprietário do Banco Master aparece com barba e bigode raspados, vestindo o uniforme padrão utilizado pelos detentos da unidade.
De acordo com os protocolos do sistema penitenciário, presos recém-chegados passam por procedimentos de identificação e adaptação, que incluem a substituição das roupas civis por vestimentas fornecidas pela administração prisional.
Procedimentos padrão
Entre as medidas adotadas na inclusão de novos detentos está a remoção da barba, considerada obrigatória por razões de higiene e de identificação dentro do sistema carcerário.
O corte de cabelo, no entanto, não é uma exigência formal. Apesar disso, muitos presos optam por raspar os fios por iniciativa própria.

Foto: Divulgação
Segundo representantes de agentes penitenciários, a decisão costuma estar relacionada a preocupações com higiene e possíveis problemas como infestação por parasitas nas unidades prisionais.
Defesa reage à divulgação
A divulgação das imagens provocou reação da defesa de Daniel Vorcaro. Em nota, os advogados afirmaram ter recebido a exposição das fotos com surpresa e indignação.
Os defensores argumentam que o vazamento de registros feitos dentro da unidade prisional pode representar violação de informações sensíveis e afirmaram que irão solicitar investigação para identificar os responsáveis pela divulgação.
Operação da Polícia Federal
Daniel Vorcaro foi preso na quarta-feira (4) durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.
A investigação apura suspeitas de irregularidades envolvendo a gestão do Banco Master e um possível rombo que poderia chegar a cerca de R$ 40 bilhões no sistema financeiro.
O banqueiro foi detido em sua residência no bairro Jardins, na capital paulista, e inicialmente levado para a sede da Polícia Federal em São Paulo.
Após audiência de custódia na Justiça Federal, a prisão preventiva foi mantida por decisão autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, responsável pela relatoria do caso.
Posteriormente, após passagem pelo complexo prisional em Guarulhos, o empresário foi transferido para a Penitenciária de Potim, no interior paulista.

