Estupro coletivo em Copacabana: o que sabe sobre o caso de adolescente

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A adolescente de 17 anos foi levada até um apartamento por um colega da escola e estuprada por outros 4 homens

Rio de Janeiro – A Polícia Civil do Rio de Janeiro está investigando o estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, ocorrido em janeiro em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O caso foi revelado no último sábado (28), quando a polícia indiciou 5 jovens. A vítima foi convidada por um adolescente, colega de escola, para ir até o apartamento onde o crime ocorreu.

Foto: Divulgação

Segundo investigações do inquérito da 12ª DP (Copacabana),  o apartamento fica na Rua Ministro Viveiros de Castro, em Copacabana. A vítima foi levada até lá pelo colega da escola, que também é menor de idade.

O colega teria pedido que a jovem levasse uma amiga, mas ela não conseguiu e foi sozinha. O colega disse à vítima que outros amigos dele estariam no local e que eles fariam “algo diferente”, mas a vítima recusou.

No entanto, a adolescente foi levada para um quarto e, enquanto mantinha relações sexuais com o jovem, outros quatro homens entraram no cômodo.

Câmeras de vigilância do prédio registraram a chegada dos jovens ao apartamento e, uma hora depois, a saída deles do condomínio. As imagens também mostram o momento em que a vítima deixa o imóvel.


Em depoimento, a vítima contou que, após muita insistência, ela deixou que os amigos do adolescente permanecessem no quarto, desde que não a tocassem.

Porém, os homens começaram a tirar a roupa, passaram a beijá-la, apalpá-la, forçando-a a praticar sexo oral e sofrendo penetração por todos.

A vítima ainda contou que levou tapas, socos e chutes na região abdominal. A adolescente ainda tentou sair do quarto, mas foi impedida.

Quatro homens maiores de idade foram indiciados por estupro com concurso de pessoas:

  • Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos;
  • João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos;
  • Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos;
  • Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos;
  • O adolescente que convidou a vítima também é investigado por ato infracional análogo ao crime.

O exame de corpo de delito identificou lesões relacionadas à violência física em partes íntimas. A defesa de João Gabriel Xavier Bertho negou a ocorrência de estupro.

Segundo Rafael De Piro, advogado do foragido, há “imagem da jovem, ao fim do encontro, se despedindo do amigo com um sorriso e um abraço”.

João Gabriel é atleta do Serrano Football Club, do qual foi afastado após a acusação.

A Reitoria do Colégio Pedro II e a direção-geral do campus Humaitá II, onde parte dos suspeitos estuda, informaram que iniciaram o processo de desligamento dos alunos acusados do crime.

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