NOAA aponta até 60% de chance de formação do fenômeno; especialistas alertam para cuidados com o calor intenso
Uma projeção da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) indica que há entre 50% e 60% de probabilidade de formação do fenômeno El Niño ao longo de 2026. A expectativa é que o evento climático se desenvolva entre julho e setembro, com potencial para intensificar as temperaturas em várias regiões do planeta, incluindo o Brasil e o Amazonas.

Foto: Divulgação
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial. O processo ocorre quando os ventos alísios perdem força, alterando a circulação atmosférica global e interferindo diretamente nos padrões de chuva e temperatura em diferentes partes do mundo.
Historicamente, o fenômeno provoca condições mais secas no Norte e Nordeste do Brasil, o que pode afetar diretamente o Amazonas com períodos de estiagem mais severos, aumento do risco de queimadas e impactos no abastecimento de água e na navegação dos rios.

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O episódio mais recente ocorreu entre 2023 e 2024, período que entrou para a lista dos mais quentes já registrados globalmente. Mesmo que o fenômeno não se consolide com intensidade máxima em 2026, especialistas apontam que o ano pode figurar entre os mais quentes da série histórica devido ao avanço do aquecimento global.
Cuidados com as altas temperaturas
Diante da possibilidade de calor intenso, autoridades de saúde recomendam medidas preventivas para reduzir riscos como desidratação, insolação e agravamento de doenças crônicas.
Entre as principais orientações estão:
- Manter hidratação constante, ingerindo água ao longo do dia, mesmo sem sentir sede;
- Evitar exposição ao sol entre 10h e 16h;
- Utilizar roupas leves, claras e confortáveis;
- Aplicar protetor solar e usar chapéus ou bonés;
- Redobrar a atenção com crianças, idosos e pessoas com problemas cardíacos ou respiratórios;
- Não deixar crianças ou animais dentro de veículos fechados;
- Manter ambientes ventilados e, se possível, utilizar ventiladores ou climatizadores.
Especialistas também reforçam a importância de economizar água e evitar queimadas, já que períodos de seca prolongada podem agravar a qualidade do ar e ampliar riscos ambientais.
Dependendo do momento em que o El Niño se estabeleça, os efeitos mais intensos podem ser sentidos apenas em 2027. O monitoramento climático segue sendo realizado por órgãos internacionais, com atualizações periódicas sobre a evolução do fenômeno.

