Influenciador digital é condenado a mais de 11 anos por exploração sexual

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Decisão da Justiça da Paraíba fixa penas de prisão e indenização de R$ 500 mil por danos morais

O influenciador digital Hytalo Santos e o marido dele, Israel Vicente, conhecido como Euro, foram condenados à prisão por crimes relacionados à exploração sexual de adolescentes e produção de conteúdo pornográfico envolvendo menores.

Foto: Divulgação

A sentença foi proferida pelo juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da comarca de Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa, na Paraíba. Hytalo foi condenado a 11 anos e 4 meses de prisão, enquanto Israel recebeu pena de 8 anos e 10 meses, ambas em regime fechado. Os dois também foram condenados ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 500 mil, além de 360 dias-multa para cada um.

Conforme a decisão, os adolescentes eram inseridos em um ambiente descrito como artificial e controlado, comparado a um “reality show”, no qual ficavam expostos a contexto adulto e a situações consideradas de risco. A sentença aponta permissividade no local, inclusive com fornecimento de bebidas alcoólicas, além de negligência quanto à alimentação e à frequência escolar das vítimas.

O magistrado destacou que os crimes teriam sido praticados com exploração da vulnerabilidade dos adolescentes, que não teriam condições de compreender ou resistir às práticas ilícitas.

Os condenados estão presos preventivamente desde agosto de 2025. Eles foram detidos em São Paulo e posteriormente transferidos para o Presídio do Róger, na capital paraibana. Na sentença, o juiz manteve a prisão preventiva, afirmando que permanecem os fundamentos que justificaram a medida cautelar.


A defesa informou que irá recorrer da decisão. Em nota, os advogados afirmaram confiar nas instâncias superiores e no devido processo legal.

O processo tramita na Justiça estadual da Paraíba e corre em paralelo a outras ações que investigam possíveis crimes como tráfico de pessoas para exploração sexual e submissão a condições análogas à escravidão.

O caso ganhou repercussão após denúncia feita pelo influenciador Felca, que publicou um vídeo criticando a exposição de crianças e adolescentes em conteúdos com conotação sexual e práticas que classificou como “adultização”. A partir das investigações, a Justiça determinou, em decisão liminar, a suspensão dos perfis de Hytalo nas redes sociais, a interrupção da monetização e o afastamento dos adolescentes que viviam com ele, além da proibição de contato com os menores.

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