Município decreta situação de emergência e integra lista das cidades mais afetadas pela cheia no Amazonas
O município de Itamarati, a 983 quilômetros de Manaus, passou a integrar a lista de cidades em situação de emergência no Amazonas em razão da cheia dos rios. A cidade é a terceira a adotar a medida em 2026, ao lado de Eirunepé e Boca do Acre.

Foto: Divulgação
Nesta quinta-feira (19), o nível do rio em Itamarati atingiu 21,40 metros, ficando a apenas 51 centímetros da maior cota já registrada no município: 21,91 metros, marca alcançada em 7 de abril de 2015. No mesmo período do ano passado, o rio estava em 17,44 metros.
Em Eirunepé, o nível chegou a 16,57 metros na mesma data. Já em Boca do Acre, a cota marcou 16,39 metros na última segunda-feira (16). De acordo com a Defesa Civil estadual, os três municípios apresentam níveis superiores aos registrados no mesmo período de 2025.
Atualmente, outros nove municípios estão em estado de alerta: Lábrea, Canutama, Tapauá, Pauini, Envira, Ipixuna, Guajará, Carauari e Juruá.
Outros 13 municípios estão em atenção, entre eles Apuí e Humaitá, na calha do rio Madeira; Tefé, Maraã, Jutaí e Fonte Boa, no Médio Solimões; além de Amaturá, Tonantins, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Benjamin Constant, Tabatinga e Atalaia do Norte, na região do Alto Solimões. Outros 37 municípios permanecem em situação de normalidade.
O monitoramento hidrológico aponta que as nove calhas de rios do estado seguem em processo de enchente. A previsão meteorológica indica chuvas acima da média nas regiões oeste e centro-sul do Amazonas.
A estimativa é de que a cheia atinja 35 municípios e afete cerca de 173 mil famílias, o que representa mais de 690 mil pessoas em todo o estado.

