Doença provoca febre, ínguas e lesões na pele; autoridades orientam evitar contato físico e redobrar cuidados na folia
A Vigilância Epidemiológica confirmou o primeiro caso de mpox em 2026 em Porto Alegre. O paciente é morador da capital e, segundo as autoridades, contraiu a doença fora do Rio Grande do Sul. Após a confirmação, a prefeitura emitiu alerta para que foliões redobrem os cuidados durante o Carnaval.

Foto: Divulgação
Em 2025, a capital gaúcha registrou 11 casos da infecção. A orientação é que pessoas com sintomas evitem participar de blocos e eventos com grande aglomeração.
O que é mpox e quais os efeitos?
A mpox, conhecida popularmente como varíola dos macacos, é causada pelo vírus MPXV, do mesmo gênero do vírus da varíola humana. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões na pele, secreções corporais — como saliva — e objetos contaminados. A disseminação por gotículas respiratórias exige contato próximo e prolongado.
Os sintomas iniciais incluem:
- febre;
- dor de cabeça;
- dores musculares;
- cansaço intenso;
- aumento dos gânglios linfáticos (ínguas).
Após essa fase, surgem erupções cutâneas que evoluem para bolhas e feridas, podendo atingir rosto, mãos, pés, boca e região genital. As lesões podem causar dor e desconforto significativo.
Na maioria dos casos, a doença evolui de forma leve a moderada e dura algumas semanas. Entretanto, pessoas com imunidade comprometida, crianças e gestantes podem apresentar complicações, como infecções secundárias, desidratação e inflamações mais graves.
O período de incubação varia de três a 21 dias.
Cuidados recomendados durante o Carnaval
As autoridades de saúde reforçam medidas básicas de prevenção para reduzir o risco de transmissão:
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🚫 Evitar contato físico com pessoas que apresentem lesões, bolhas ou feridas suspeitas na pele;
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🧼 Higienizar as mãos com frequência, utilizando água e sabão ou álcool em gel 70%, principalmente após contato com superfícies e em locais públicos;
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🥤 Não compartilhar objetos de uso pessoal, como copos, talheres, garrafas, cigarros, roupas ou toalhas;
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😷 Utilizar máscara em ambientes com aglomeração intensa, especialmente se houver circulação ativa do vírus.
Em caso de suspeita, a recomendação é procurar atendimento em uma unidade de saúde, usar máscara e manter as lesões cobertas.
As autoridades destacam que informação e prevenção são fundamentais para um Carnaval mais seguro.

