Criança e estudante universitária estão entre as vítimas de naufrágio que abalou o Amazonas

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Tragédia com a lancha Lima de Abreu XV deixou duas mortes confirmadas, sete desaparecidos e 71 sobreviventes

A capital amazonense vive um momento de comoção após o naufrágio da lancha “Lima de Abreu XV”, ocorrido na tarde de sexta-feira (13), nas proximidades do Encontro das Águas, em Manaus. Duas mortes foram confirmadas: a menina Samila de Souza, de 3 anos, e a jovem Lara Bianca, de 22 anos. Outras sete pessoas permanecem desaparecidas, enquanto 71 passageiros foram resgatados com vida.

Foto: Divulgação

A embarcação seguia de Manaus para Nova Olinda do Norte quando virou por volta das 12h30, na área onde os rios Negro e Solimões se encontram. O ponto turístico é conhecido pelos fortes banzeiros, que dificultam a navegação. Vídeos gravados por testemunhas mostram passageiros à deriva, incluindo crianças, enquanto embarcações próximas prestavam socorro.

Samila estava em sua primeira viagem à capital. Natural de Urucurituba, a criança havia ido a Manaus para passar as férias com familiares. No retorno para casa, embarcou na lancha que faria parada em Nova Olinda do Norte. Ela foi socorrida e levada ao Pronto Socorro da Criança da Zona Leste, mas já chegou sem vida. Familiares relataram que a menina era carinhosa e sonhava em conhecer atrações da cidade.

Já Lara Bianca era natural de Nova Olinda do Norte e cursava odontologia em Manaus, estando próxima da formatura. Amigos e familiares destacaram sua dedicação e trajetória promissora. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) após resgate realizado por equipes do Corpo de Bombeiros.

A operação mobilizou cerca de 25 militares do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, além de três lanchas e oito viaturas. A Polícia Militar do Amazonas, o Samu e a Marinha do Brasil também atuaram na ocorrência, inclusive com sobrevoo na área para auxiliar nas buscas.

O comandante da embarcação foi conduzido à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) para prestar esclarecimentos. A empresa responsável informou que colabora com as investigações. As causas do naufrágio ainda são apuradas e podem envolver condições climáticas, possível sobrecarga ou falhas na condução.

Foto: Divulgação

As buscas pelos desaparecidos continuam, enquanto familiares aguardam respostas. A tragédia reacende o debate sobre segurança no transporte fluvial, fundamental para milhares de moradores do interior do Amazonas.

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