Indústria amazonense fecha ano sem avanço, mas mantém nível de produção

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Atividade encerrou o ano passado com pequena alta de 0,1%, aponta IBGE

Amazonas – A produção industrial do Amazonas fechou 2025 praticamente estável, com 0,1%, enquanto que a atividade no País atingiu 0,6%, com alta em dez dos 18 Estados pesquisados. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal foram divulgados nesta terça-feira (10), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Foto: Divulgação

Em relação aos setores, a queda anual foi influenciada pela redução da fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis, que encolheu -28,2% no ano, seguido por equipamentos de informática e produtos eletrônicos – que lidera o faturamento do Polo Industrial de Manaus (PIM) – e retraiu -8,4%. Em sentido contrário, a fabricação de produtos químicos evoluiu 50% no ano, seguido pela fabricação de outros equipamentos de transporte, exceto veículos, com alta de 10,7%, setor que integra o Polo de Duas do PIM, que representa o segundo maior faturamento do PIM e tem peso no comportamento geral da indústria do Estado.

Foto: Divulgação

Além de dezembro, as menores taxas do Estado foram em agosto, com retração de -8,5%, em novembro, de -3,8% e em maios, de -3,5%. Em sentido inverso, as maiores altas foram em setembro, com 7,6% – quando a indústria eleva a atividade para atender as encomendas de fim de ano – e em março, com aumento da produção de 5,7%.

No comparativo mensal entre dezembro de 2025 e dezembro de 2024, a atividade industrial amazonense encolheu -6,5%, aponta o IBGE.

Além do Amazonas, a Região Nordeste (-5,1%), Espírito Santo (-5,0%), Minas Gerais (-4,7%), Santa Catarina (-2,8%), Paraná (-2,6%) e São Paulo (-1,6%) também tiveram taxas negativas mais intensas do que a média nacional (-1,2%). Ceará (-0,7%), Goiás (-0,5%) e Rio Grande do Sul (-0,5%) completaram a lista de locais com índices negativos em dezembro de 2025.

“Tivemos um espalhamento de taxas negativas nessa passagem de novembro para dezembro. A taxa de juros em patamares elevados e uma política monetária contracionista ajudam a explicar os resultados, além de dezembro ser um mês no qual diversas plantas industriais aplicam férias coletivas, recaindo em queda no ritmo de produção”, avalia o analista da pesquisa, Bernardo Almeida.

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