São Paulo registra 12 mortes por intoxicação com bebidas adulteradas

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O óbito mais recente é de um homem de 26 anos, morador de Mauá, na região metropolitana da capital paulista

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou, nesta quarta-feira (4), a 12ª morte causada por intoxicação associada ao consumo de bebidas adulteradas com metanol. O óbito mais recente é de um homem de 26 anos, morador de Mauá, na região metropolitana da capital paulista.

Foto: Divulgação

De acordo com o balanço oficial, o estado já contabiliza 52 casos confirmados de intoxicação, dos quais 12 evoluíram para morte. Além disso, quatro óbitos seguem sob investigação, registrados nos municípios de Guariba, São José dos Campos e Cajamar.

Segundo a SES, as investigações buscam confirmar a relação direta entre o consumo das bebidas e a presença do metanol, substância altamente tóxica ao organismo humano, cuja ingestão pode causar cegueira, insuficiência respiratória, falência de órgãos e morte.

Metanol é tóxico e não deve ser consumido

O metanol, também conhecido como álcool metílico, é um líquido incolor, inflamável e com odor semelhante ao do etanol, presente em bebidas alcoólicas. Apesar da aparência similar, trata-se de uma substância extremamente perigosa, destinada exclusivamente ao uso industrial.

O composto é amplamente utilizado na indústria química como matéria-prima para a fabricação de produtos como formaldeído, ácido acético, solventes, adesivos, combustíveis e revestimentos. Em escala industrial, o metanol é produzido, principalmente, a partir do gás natural.

A ingestão, mesmo em pequenas quantidades, pode provocar intoxicação grave, com sintomas que incluem náuseas, vômitos, dor abdominal, confusão mental, perda de visão e, em casos mais severos, óbito.

ANP reforça controle da substância

Diante dos riscos à saúde e à segurança pública, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) passou a regulamentar o metanol, incluindo a substância na definição oficial de solventes e aprimorando normas para reforçar o controle da produção, comercialização e transporte no país.

A medida busca dificultar o desvio ilegal do produto para a adulteração de bebidas alcoólicas, prática criminosa que tem causado uma sequência de intoxicações e mortes.

As autoridades de saúde reforçam o alerta para que a população evite consumir bebidas de procedência duvidosa e denuncie pontos de venda irregulares. A investigação sobre a origem das bebidas contaminadas segue em andamento.

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