Identificação do suspeito ocorreu após tentativa de esconder roupas; defesa alerta para ausência de provas definitivas e critica exposição pública do caso
Florianópolis – A Polícia Civil concluiu o inquérito que apura a morte do cachorro comunitário Orelha e pediu a internação provisória de um adolescente suspeito de agressão ao animal. A identificação do jovem foi facilitada por uma tentativa de esconder um boné rosa e um moletom.

Foto: Divulgação
O ataque ocorreu na madrugada de 4 de janeiro, por volta das 5h30, na Praia Brava, no Norte da Ilha. Segundo laudos da Polícia Científica, Orelha sofreu uma pancada contundente na cabeça. O animal foi socorrido por moradores e levado a uma clínica veterinária, mas não resistiu.
O adolescente foi interceptado no aeroporto ao retornar de uma viagem internacional. Durante a abordagem, um familiar teria tentado esconder o boné do menor. A investigação foi conduzida por uma força-tarefa envolvendo a Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei (Deacle) e a Delegacia de Proteção Animal (DPA).
O delegado Renan Balbino detalhou que imagens de câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas e outras provas comprovaram a presença do adolescente fora do condomínio na hora do crime, contrariando seu relato inicial.
Por conta do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a identidade, idade e localização do suspeito não foram divulgadas.
Em nota, os advogados do jovem afirmam que as informações divulgadas são circunstanciais, não constituem provas e que ainda não tiveram acesso integral ao inquérito. A defesa critica a politização do caso e alerta que a exposição pública pode prejudicar pessoas inocentes.
O caso gerou comoção nacional e motivou a convocação de uma manifestação em Manaus, marcada para domingo (1º), às 9h, em frente à Feirinha do Empreendedor, próximo à Orla 92. O ato, organizado pelo vereador Amauri Gomes e pelo ex-deputado federal Delegado Pablo, pede justiça e alerta para a impunidade em crimes de maus-tratos a animais.

