Renato Belém, de 39 anos, integra a Legião Internacional criada pelo governo ucraniano e ficou ferido durante combate na província de Zaporíjia
Ucrânia – O cinegrafista amazonense Renato Belém Ramos, 39, que se alistou para atuar na guerra da Ucrânia, foi atingido por estilhaços de um míssil de artilharia do Exército Russo durante uma ação militar na província de Zaporíjia, no sudeste do país. A região é parcialmente ocupada por forças russas e abriga a maior usina nuclear da Europa.

Foto: Montagem Amazon News / Divulgação
Belém integra a Legião Internacional de Defesa Territorial, criada pelo governo do presidente Volodymyr Zelensky para receber combatentes estrangeiros. Atuando há cerca de seis meses no território ucraniano sob o codinome “Mharverek”, ele foi ferido na costela durante uma operação que antecedia um ataque a tropas russas.
Segundo relato do próprio combatente, o grupo enfrentou extrema dificuldade para alcançar a posição estratégica no front. O deslocamento, que durou cinco dias, exigiu paradas constantes em bunkers devido ao risco de ataques. Durante o trajeto, o grupo foi surpreendido por um bombardeio de artilharia.
O ataque também deixou outros combatentes feridos e resultou na morte de um soldado estrangeiro que integrava a equipe. Belém relatou que precisou percorrer cerca de seis quilômetros tentando socorrer o colega, sob risco constante de novos ataques e da presença de drones inimigos. O companheiro não resistiu aos ferimentos e morreu antes de chegar ao ponto de extração.
O amazonense descreveu ainda os desafios do combate em uma área marcada por lama congelada, minas terrestres, bombardeios constantes e o uso intensivo de drones kamikazes, que têm dificultado o resgate de feridos e elevado o número de mortes no front.
De acordo com Belém, esta foi a segunda vez que ele foi atingido em combate. Anteriormente, havia sofrido ferimentos causados pela explosão de uma granada. Apesar disso, informou que está em recuperação em um hospital militar e pretende retornar ao campo de batalha após liberação médica. O cinegrafista afirma que deve permanecer no conflito até completar um ano de alistamento, quando planeja retornar ao Brasil para férias.

